terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Pragmatismo só garante a sobrevivência política. Não garante avanço.

Se apequenam aos olhos da sociedade aqueles que continuam pensando apenas no pragmatismo político e nas conveniências partidárias, diante da enorme necessidade da luta política e confronto de ideias e práticas.
De práticas sim. Não basta o discurso. Não basta um legado histórico pretérito. É preciso mostrar a prática no combate cotidiano pela transformação radical da sociedade. 
Aqueles que tem conseguido mostrar com mais clareza que seu discurso casa com sua prática tem avançado mais firmemente no coração e no pensamento da sociedade.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Nunca foi contra a corrupção.

Atentem para a eleição da presidência da Câmara. Existem vários candidatos. Mas destaquemos dois cariocas. Rodrigo Maia - atual presidente - que aparece na lista da Odebrecht com o codinome: Botafogo. Sobre quem recai acusações de corrupção. O outro é Marcelo Freixo - que tem sua vida ameaçada por combater o crime organizado. Entre eles, tentem adivinhar em quem o PSL - partido do presidente da república - que veio para combater a corrupção - decidiu votar?
Acertou na mosca que afirmou: Rodrigo Maia.
Mas não era para combater a corrupção? Porque o PT se aliava com o que havia de mais sujo na política nacional? 
Aquela conversa toda era apenas ouro de tolo que muita gente comprou.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Cortina de fumaça que não se dissipou

Eu, você, Bolsonaro e todo brasileiro sabe que não houve doutrinação, nem socialismo no Brasil. Esse debate continua sendo cortina de fumaça para impedir o povo de ver o verdadeiro ataque ao patrimônio nacional e a verdadeira roubalheira do mercado financeiro.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

O discurso que não li,


Paracuru é uma cidade ímpar no mundo. Não apenas por suas belas praias e pelo ditado que afirma que : “quem bebe da água de Paracuru não sai daqui ou volta sempre” – frase esta dita a mim pela primeira vez pelo amigo Zenato, pai do vereador Mauro do Zé Guajá.
Paracuru é ímpar porque tem na sua história – como nos ensina o saudoso Lúcio Damasceno – a marca de ter sido visitada por Vicente Pizón, muito antes de Pedro Álvares Cabral chegar à Porto Seguro.
Mas Paracuru é ímpar, principalmente, por sua gente.
Por gente como Padre João da Rocha (1824), filho desta terra e, nas palavras novamente de Lúcio Damsceno, fundador do Alto Alegre do Parazinho, que viria depois ser denominado Paracuru. Também foi o líder do movimento que recriou a cidade após seu soterramento pelas dunas.
Por gente como Antonio Sales (1868), poeta, romacista, fundador da Padaria Espiritual – movimento literário e cultural que agitou o Ceará – amigo de Machado de Assis e articulador da fundação da Academia Brasileira de Letras, embora não tenha aceito compor a casa das letras brasileiras.
Por gente como Professora Diná (1920)  poetisa  que consagrou seu nome escrevendo as letras do belo hino de Paracuru.
Por pessoas como Lúcio Damasceno (1952) radialista, poeta e principal zelador da história de Paracuru. É graças aos seu registro historiográfico no livro Paracuru de todos nós que podemos acessar e conhecer a história de Paracuru.
Por gente como Flávio Sampaio (1957) nosso maior representante cultural vivo, que após ganhar o mundo com dança, voltou para sua terra para realizar um trabalho sócio-cultural inigualável e mostrar Paracuru para o mundo.
Por gente como Silvana Lima, Bruno Sales e Bruno Melo que mostra para nós e para o mundo que além de ser terra da cultura, da dança e da música, Paracuru é a terra dos esportes radicais e do futebol.
Enfim, Paracuru é ímpar por todas as pessoas que aqui nascem, vivem e buscam construir a cidade cada vez melhor e mostra-la ao mundo.
Recebermos o título de cidadão paracuruense nos dá uma alegria e um orgulho enorme, pois através dele somos recebidos mais uma vez como irmãos pátrios de tantas pessoas grandes e batalhadoras.
Recebemos também com a humildade de saber que temos agora ainda mais responsabilidade em contribuir para o engrandecimento desta cidade ímpar.
Agradeço primeiramente à vereadora Rachel do Noca – companheira de PCdoB – pela indicação.
Agradeço aos demais vereadores pela aprovação, o que demonstra que apesar das nossas divergências políticas, mantemos o respeito, sentimento fundamental na construção coletiva de uma sociedade mais justa.
Abro parênteses para dizer que acompanho a política em Paracuru desde que aqui cheguei em 2004 e que vejo a câmara municipal se aperfeiçoar em suas atividades legislativa. Esta legislatura mostrou o compromissou com o povo ano passado em meio a uma crise pela qual passou o município e tenho fé que, em sendo necessário, repetirá sua atuação firme e corajosa.
Quero ainda agradecer meus amigos de lutas, de ontem e de hoje, que são alicerces fundamentais para os momentos de tibieza ou de indecisão.  Sem nominá-los para não ser injusto ao ser traído pela memória. Mas saibam que aqui no meu coração estão todos ocupando um canto especial.
Por fim quero agradecer, pelo apoio diário e incondicional nas nossas lutas diárias, aos meus familiares – os que eu arrastei para cá e os que aqui não moram, mas também amam Paracuru, afinal só não ama quem não conhece.
Muito obrigado mais uma vez e uma boa noite a todos.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Dia Nacional da Consciência Negra


Não me venha com papo de vitimismo ou de consciência humana. O que fizemos no passado com os negros - escravizando-os - e o que fazemos na atualidade - discriminando, marginalizando e matando aos milhares deles - é de uma covardia sem dimensão.
Na verdade é preciso que para além do dia de hoje, que seja todos os dias, nós possamos lembrar os prejuízos que causamos a estas pessoas e possamos buscar reparar os erros históricos e os atuais.
Não vou tratar de dados, de números, que mostram quantas mulheres e jovens negros são violentados e mortos nas cidades brasileiras. Quero apenas nesta curta postagem lembrar que só conseguiremos construir um país grande em cidadania e desenvolvido quando reduzirmos as desigualdades entre nós brasileiros. Desigualdades que afetam de forma mais contundente os negros desde o Brasil Colônia.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

O Brasil para o mundo.

O mundo assiste preocupado o desenrolar das eleições presidenciais no Brasil. Preocupado com a ascensão do néscio de ideias fascistas e com a possibilidade apontada pelas pesquisas de ele sair vencedor desta disputa.
Intelectuais, artistas, economistas e parlamentares - inclusive da extrema direita europeia - se mostram apreensivos com os caminhos que o país está tomando.
Apontam que a democracia está ameaçada e que a já frágil economia brasileira pode entrar de vez em colapso.
Ou seja, o mundo todo percebe o risco que estamos correndo, menos a maioria dos brasileiros que estão cegos pelo ódio ao PT e pela mentira propalada pelo néscio, com ajuda dos norte americanos, diariamente nas redes sociais, principalmente via whatsapp.


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

O espelho de uma sociedade.

Os canalhas e hipócritas, que emporcalham a política, se refestelam na hipocrisia do povo. Deste surgem aqueles, à sua imagem e semelhança.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Surpreende o silêncio.

O que surpreende não é a existência do néscio que acha que pode resolver tudo na base das frases de efeito e na imposição de uma moralidade de araque ao chegar à presidência da república.
Também não surpreende a fração da sociedade que o segue por causa de seu discurso simplista e odiento, fruto da ignorância e do racismo enraizado nesta parte da sociedade.
O que surpreende e incomoda é o silêncio daqueles que conhecem e não negam nossa história escravocrata e antidemocrática. O silêncio daqueles que sabem que a violência só gera mais violência, e que para combatê-la é preciso força policial, mas para evitá-la é preciso investimentos em educação, cultura e geração de emprego e renda.
Não podemos ser omissos diante do risco de agravamento do quadro de violência - simbólica e institucional - que o ignóbil representa. É preciso partir para o bom combate da boa política. É preciso quebrar o silêncio e mostrar para a sociedade que os problemas são complexos, mas podem ser resolvidos, desde que estejamos todos envolvidos na construção de uma sociedade mais justa e não mais violenta.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Seria cômico se não fosse triste.

O néscio que surfa na onda da intolerância, da arrogância e da ignorância para tentar chegar à presidência de uma das maiores economias do mundo, sem entender de economia, não erra quando atribui à falta de higiene bucal a prematuridade dos recém nascidos e como consequência da mortalidade infantil.
O chiste, já que neste país tudo vira piada até o que é sério, aparece na superficialidade da resposta ao falar apenas da falta de higiene bucal como causa da prematuridade. Espera-se de um homem ou mulher que pretende governar este país continental no mínimo que ele tenha conhecimento amplo sobre os graves problemas sociais e seja capaz de formular ideias coerentes para sua resolução.
O inepto e arrogante entrevistado na roda morta poderia ter excursionado pela falta de acesso ao pré-natal aos profissionais de saúde para a realização de um bom pré-natal ou pela falta dos exames básicos para detectar infecções e anemias maternas, também causas de prematuridade.
Também poderia o ignóbil ter debate sobre a desnutrição materna, assim como a infantil que volta a assolar o país com o aumento do desemprego e da indigência. Estas, causas sociais importantes da mortalidade infantil e que haviam sido minoradas nos últimos 20 anos.
Portanto, uma vez que os problemas de saúde não se originam apenas nas causas biológicas, mas também nas causas sociais impactadas pelas políticas econômicas, o ignaro teve um vasto repertório de possibilidades para abordar causas, efeitos e soluções para a mortalidade materna. No entanto, se reduziu a um único fator: a falta de higiene bucal, o que tornou sua resposta ridícula, superficial e cômica, se não fosse trágica uma vez que partiu de um presidenciável.
Mas esperar o que de alguém cujo os únicos adjetivos que consigo encontrar para lhe definir enquanto candidato é néscio, inepto, ignóbil e ignaro?


quinta-feira, 14 de junho de 2018

A copa vai começar. Que copa?

Os 'jornalões' publicaram recente pesquisa sobre o interesse brasileiro pela Copa do Mundo de Futebol de 2018 que se inicia hoje na Rússia. Segundo os dados expostos 53% dos brasileiros estão ignorando aquilo que um dia já foi unanimidade e que fez o país ser intitulado por Nelson Rodrigues como a pátria de chuteira.
E o que aconteceu com o país para que hoje os brasileiros não se interessem tanto pelo torneio mundial?
Muitas teorias estão sendo colocadas.
Há quem diga que o aumento do casos de corrupção e a manipulação dos símbolos nacionais - camisa da seleção inclusive - pela elite nas manifestações que levaram ao impeachment de Dilma, afastou o povo do interesse pela seleção.
Outros afirmam que cresceu a consciência dos brasileiros em relação aos seus problemas reais e que hoje percebem o futebol como um entretenimento que o aliena.
É possível que estas e outras justificativas, em conjunto ou separadas, possam explicar tamanho desinteresse dos brasileiros.
Mas ainda não vi ninguém se perguntar sobre o que aconteceu com o futebol. Sim com o futebol. Será que não foram as mudanças que aconteceram no futebol brasileiro que fizeram o povo se distanciar da seleção e deste esporte?
Sabemos que o futebol se transformou mundialmente num espetáculo elitizado. Sim, elitizado. Vejamos o caso do Brasil. Por estas terras tupi guarani a ida ao estádio está cada dia mais inacessível ao povo. Ingressos caros são os principais entraves.
Com o passar do tempo deram fim às gerais, que abrigava aqueles que mais amavam o futebol e tem menos poder de compra.
A manipulação midiática também afastou os brasileiros do futebol. Nos canais abertos praticamente apenas dois times tem transmissão garantida aos domingos. Caso seu time não seja um destes, você tem que ter assinatura de canal fechado para vê-lo jogar.
E como nos afastamos da seleção brasileira?
Nós não nos distanciamos, eles que se distanciaram de nós para atender aos interesses do capital. Onde a seleção joga seus amistosos? Inglaterra, Estados Unidos, França, etc, e não contra estas seleções, mas contra outras. Ou seja, as poucas oportunidades de ver a seleção de perto - nos amistosos - deixaram de existir para atender o interesse daqueles que ganham dinheiro com a exibição da canarinho.
Não há dúvida de que o brasileiro mudou, amadureceu. Que estamos mais cientes de nossos problemas e que precisamos primeiro resolvê-los para depois nos divertirmos. Mas o futebol também mudou e se distanciou daqueles que mais o admiram e mais tem prazer em assisti-lo.
Mudando o povo e mudando o futebol, muda também a relação entre ambos. Eis por que esta copa está mais fraca do que caldo de bila, como se diz no sertão do Ceará.