terça-feira, 16 de outubro de 2018

O Brasil para o mundo.

O mundo assiste preocupado o desenrolar das eleições presidenciais no Brasil. Preocupado com a ascensão do néscio de ideias fascistas e com a possibilidade apontada pelas pesquisas de ele sair vencedor desta disputa.
Intelectuais, artistas, economistas e parlamentares - inclusive da extrema direita europeia - se mostram apreensivos com os caminhos que o país está tomando.
Apontam que a democracia está ameaçada e que a já frágil economia brasileira pode entrar de vez em colapso.
Ou seja, o mundo todo percebe o risco que estamos correndo, menos a maioria dos brasileiros que estão cegos pelo ódio ao PT e pela mentira propalada pelo néscio, com ajuda dos norte americanos, diariamente nas redes sociais, principalmente via whatsapp.


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

O espelho de uma sociedade.

Os canalhas e hipócritas, que emporcalham a política, se refestelam na hipocrisia do povo. Deste surgem aqueles, à sua imagem e semelhança.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Surpreende o silêncio.

O que surpreende não é a existência do néscio que acha que pode resolver tudo na base das frases de efeito e na imposição de uma moralidade de araque ao chegar à presidência da república.
Também não surpreende a fração da sociedade que o segue por causa de seu discurso simplista e odiento, fruto da ignorância e do racismo enraizado nesta parte da sociedade.
O que surpreende e incomoda é o silêncio daqueles que conhecem e não negam nossa história escravocrata e antidemocrática. O silêncio daqueles que sabem que a violência só gera mais violência, e que para combatê-la é preciso força policial, mas para evitá-la é preciso investimentos em educação, cultura e geração de emprego e renda.
Não podemos ser omissos diante do risco de agravamento do quadro de violência - simbólica e institucional - que o ignóbil representa. É preciso partir para o bom combate da boa política. É preciso quebrar o silêncio e mostrar para a sociedade que os problemas são complexos, mas podem ser resolvidos, desde que estejamos todos envolvidos na construção de uma sociedade mais justa e não mais violenta.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Seria cômico se não fosse triste.

O néscio que surfa na onda da intolerância, da arrogância e da ignorância para tentar chegar à presidência de uma das maiores economias do mundo, sem entender de economia, não erra quando atribui à falta de higiene bucal a prematuridade dos recém nascidos e como consequência da mortalidade infantil.
O chiste, já que neste país tudo vira piada até o que é sério, aparece na superficialidade da resposta ao falar apenas da falta de higiene bucal como causa da prematuridade. Espera-se de um homem ou mulher que pretende governar este país continental no mínimo que ele tenha conhecimento amplo sobre os graves problemas sociais e seja capaz de formular ideias coerentes para sua resolução.
O inepto e arrogante entrevistado na roda morta poderia ter excursionado pela falta de acesso ao pré-natal aos profissionais de saúde para a realização de um bom pré-natal ou pela falta dos exames básicos para detectar infecções e anemias maternas, também causas de prematuridade.
Também poderia o ignóbil ter debate sobre a desnutrição materna, assim como a infantil que volta a assolar o país com o aumento do desemprego e da indigência. Estas, causas sociais importantes da mortalidade infantil e que haviam sido minoradas nos últimos 20 anos.
Portanto, uma vez que os problemas de saúde não se originam apenas nas causas biológicas, mas também nas causas sociais impactadas pelas políticas econômicas, o ignaro teve um vasto repertório de possibilidades para abordar causas, efeitos e soluções para a mortalidade materna. No entanto, se reduziu a um único fator: a falta de higiene bucal, o que tornou sua resposta ridícula, superficial e cômica, se não fosse trágica uma vez que partiu de um presidenciável.
Mas esperar o que de alguém cujo os únicos adjetivos que consigo encontrar para lhe definir enquanto candidato é néscio, inepto, ignóbil e ignaro?


quinta-feira, 14 de junho de 2018

A copa vai começar. Que copa?

Os 'jornalões' publicaram recente pesquisa sobre o interesse brasileiro pela Copa do Mundo de Futebol de 2018 que se inicia hoje na Rússia. Segundo os dados expostos 53% dos brasileiros estão ignorando aquilo que um dia já foi unanimidade e que fez o país ser intitulado por Nelson Rodrigues como a pátria de chuteira.
E o que aconteceu com o país para que hoje os brasileiros não se interessem tanto pelo torneio mundial?
Muitas teorias estão sendo colocadas.
Há quem diga que o aumento do casos de corrupção e a manipulação dos símbolos nacionais - camisa da seleção inclusive - pela elite nas manifestações que levaram ao impeachment de Dilma, afastou o povo do interesse pela seleção.
Outros afirmam que cresceu a consciência dos brasileiros em relação aos seus problemas reais e que hoje percebem o futebol como um entretenimento que o aliena.
É possível que estas e outras justificativas, em conjunto ou separadas, possam explicar tamanho desinteresse dos brasileiros.
Mas ainda não vi ninguém se perguntar sobre o que aconteceu com o futebol. Sim com o futebol. Será que não foram as mudanças que aconteceram no futebol brasileiro que fizeram o povo se distanciar da seleção e deste esporte?
Sabemos que o futebol se transformou mundialmente num espetáculo elitizado. Sim, elitizado. Vejamos o caso do Brasil. Por estas terras tupi guarani a ida ao estádio está cada dia mais inacessível ao povo. Ingressos caros são os principais entraves.
Com o passar do tempo deram fim às gerais, que abrigava aqueles que mais amavam o futebol e tem menos poder de compra.
A manipulação midiática também afastou os brasileiros do futebol. Nos canais abertos praticamente apenas dois times tem transmissão garantida aos domingos. Caso seu time não seja um destes, você tem que ter assinatura de canal fechado para vê-lo jogar.
E como nos afastamos da seleção brasileira?
Nós não nos distanciamos, eles que se distanciaram de nós para atender aos interesses do capital. Onde a seleção joga seus amistosos? Inglaterra, Estados Unidos, França, etc, e não contra estas seleções, mas contra outras. Ou seja, as poucas oportunidades de ver a seleção de perto - nos amistosos - deixaram de existir para atender o interesse daqueles que ganham dinheiro com a exibição da canarinho.
Não há dúvida de que o brasileiro mudou, amadureceu. Que estamos mais cientes de nossos problemas e que precisamos primeiro resolvê-los para depois nos divertirmos. Mas o futebol também mudou e se distanciou daqueles que mais o admiram e mais tem prazer em assisti-lo.
Mudando o povo e mudando o futebol, muda também a relação entre ambos. Eis por que esta copa está mais fraca do que caldo de bila, como se diz no sertão do Ceará.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

As fogueiras juninas e das vaidades.

Eis que parte dos habitantes das terras de Antonio Sales se animam nesta data do santo casamenteiro. Não por novos enlaces matrimonias, tão pouco por simpatias na busca ansiosa de um novo amor. Muito menos se animam pela fogueira batismal diante do santo junino. Na verdade há fogueiras sim, acessas há tempos, mas estas são as das vaidades daqueles que duelam pelo poder local. 
Hoje amanhecemos com a mesma disputa mesquinha de sempre. Desta feita envolvendo de um lado o grupo do prefeito afastado pela justiça em dezembro passado e cassado pela câmara por estes dias. Do outro lado o grupo do prefeito empossado em dezembro passado e que hoje resolve tomar nova posse da possessão que já era sua, vai entender.
Enfim, se animam a trocar farpas os grupos com olho no poder e nas benesses pessoais que a vitória pode lhes fornecer.
Alheio a tudo isso, a maioria do povo acorda e vai labutar na sua lida diária. Faz suas fogueiras juninas, realiza seus batismos e suas simpatias amorosas ao calor do fogaréu, sabendo que daquela disputa de vaidades lhes sobra pouca coisa. Infelizmente!!!

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Velho ditado.

Eu adoro os ditos populares porque eles contem a sabedoria prática que se funda nas vivências dos povos e atravessam gerações ensinando aqueles que os escutam e deles sabem tirar os ensinamentos.
Digo isto por me lembra há pouco da frase de um amigo para explicar uma dada situação. Disse-me ele sobre a possibilidade de alguém se contaminar ao caminhar ao lado das pessoas que não aotam conduta ética: "Quem anda com porco só farelo come".
Isso me remeteu a outro dito popular que afirma: "Quem deita com cachorro com pulga levanta".
Ambos remetem a nós a ideia de que é preciso saber com quem se anda. com quem se convive, com quem se alia na nossa caminhada.
Talvez seja um dito que deve ser repetido e apreendido por todos aqueles que fazem da vida pública uma missão. Falo não só dos políticos, mas de todos que buscam fazer da vida em sociedade um espaço de convivência ética.
Por que fazer articulações com pessoas sabidamente antiéticas e corruptas?
Em nome de que se subordinar ou contribuir para um governo/gestão que pratica atos e ações que ferem todos os princípios da administração pública - impessoalidade, eficiência, legalidade, etc?
Eis uma reflexão importante que me foi deixada ontem por um amigo e que compartilho com vocês.
Não seria bom aplicar um outro ditado? "Antes só do que mal acompanhado".

Derrocada dos incompetentes.

Nas sociedades democráticas um governo que não visa o bem público, mas apenas o interesse de um pequeno grupo, tende a se arruinar, cedo ou tarde. Caso este governo seja liderado por um incompetente o processo de derrocada se acelera. Sendo ele incapaz de fazer um bom governo, também é incapaz de manter nas sombras suas atitude anti-éticas e imorais.
A sociedade tolera por um tempo, mas não para sempre a inabilidade política e, principalmente, a incompetência administrativa. Não caindo antes de findo o mandato pela via judicial, tenha certo a exclusão pela via do voto.

domingo, 10 de junho de 2018

Diário da Tarde

Concluo nesta manhã de domingo a leitura do segundo diário de Josué Montello: Diário da Tarde.
Um registro de suas reminiscências que nos insere em parte da política nacional, muito por causa de sua estreita amizade com Juscelino Kubitschek.
Breve inicio a leitura do Diário do Entardecer.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Perguntar não ofende.


    A CPI da câmara de Paracuru que investigou as maracutaias do prefeito afastado e que seu relatório será votado hoje, não achou nenhuma digital de nenhum vereador no meio das enroladas não? Uma digital num ônibus alugado? Uma digital numa van alugada? Numas cédulas dessas que vão de mão em mão? Nada? Só o prefeito e seus filhos estão nessa? Ou como diria o pseudojuiz Sérgio Moro: isso não vem ao caso?