sábado, 8 de outubro de 2011

Interdição da mídia ou submissão a um poder derrocado.


Encontramos-nos em pleno século XXI, na era da informação e dos direitos. Vivemos em tempos sólidos de democracia na sociedade brasileira. Mas lamentavelmente encontramos nestas terras de Antonio Sales pessoas que se comportam como senhores ditatoriais dos espaços públicos e outras que se portam como verdadeiros vassalos do poder dominante.
Isto mesmo caros leitores. Tem gente que não suporta ver seus “podres poderes” questionados e expostos nas manchetes rotineiras da corrupção e das páginas policiais. Estes senhores e estas senhoras, com grande desfaçatez, tentam jogar para debaixo do tapete a poeira da sua vil corrupção.

Para tanto os pseudosusseranos tentam a todo o custo silenciar aqueles que falam abertamente sobre os ilícitos que corroem o poder público. E aí usam todas as armas. Das perseguições aos servidores públicos municipais, passando pelo questionamento judicial de seus opositores, até chegarem ao cúmulo de cometerem atentados contra a liberdade de expressão do povo. Atentados visivelmente percebidos com a tentativa de calar os meios de comunicação locais.

Vamos aos fatos para corroborar o que ora afirmamos.

Estranhamente o apresentador diário do programa Mar Azul Notícias da rádio comunitária Mar Azul FM de Paracuru, França Júnior, que tem adotado uma linha editorial isenta e tem revelado não só os bons feitos, mas também os maus feitos e desmandos na gestão pública e na política local, está lentamente sendo cerceado na sua fala. E por mais que afirme que suas ausências ao programa idealizado por ele é por opção própria, os ventos uivantes das esquinas democráticas gritam outros motivos. Motivos vergonhosamente arbitrários.

Há algumas semanas França Jr. tem sido afastado do programa diário que apresenta há tempos. Nesta semana em uma rara aparição afirmou que tinha algumas pessoas interessadas no seu afastamento da rádio.

Ontem pingou a gota d’água para transbordar ao público a tentativa de censura. Sem explicação alguma aos ouvintes diários, numa total falta de respeito, o programa Mar Azul não foi ao ar e foi substituído por músicas religiosas. 

De imediato a população expressou sua insatisfação no mural de recado do sítio virtual da rádio. Vejam os questionamentos copiados ipsi litreris ou como preferirem CtrlC + CtrlV:
Sofia em 07/10/2011
Kd a voz do povo?As notícias de nossa cidade?Absurdo esse silêncio...
SAndra em 07/10/2011
Q triste esse silêncio...
fred em 07/10/2011
Cadê a nossa rádio ? Cadê a Voz do Povo . Os ouvintes merecem uma explicaçao para este silencio
Fred em 07/10/2011
Cadê a nossa rádio ? Cadê a Voz do Povo . Os ouvintes merecem uma explicaçao para este silencio 
Sandra em 07/10/2011
Espero que esteja tudo bem...Não dá pra ouvir nada no site nem no rádio.....?????
Sandra em 07/10/2011
França, pq não está dando para ouvir a rádio?
eteval em 07/10/2011
cad~eeeee o programa? ninguém fala porque que n tá aconteceno
Algumas considerações:
1. Bastou a corrupção que reinava e reina por estas terras saltar aos olhos e ouvidos do povo, principalmente ouvidos, já que é preciso ter visão muito acurada para alcançar as sutilezas da corrupção, para que se buscasse evitar que os cidadãos tomem conhecimento dos desmandos.

2. Mais uma vez as máscaras caíram. Daqueles que vestem a pele de cordeiro e dizem fazer gestão democrática, mas agem ditatorialmente. E daqueles que se dizem independentes, mas não passam de acólitos dos que alugam o poder para si.

3. É lamentável que alguns “donos” dos meios de comunicação se curvem vergonhosamente à força reacionária e oligárquica que tenta se impor em Paracuru.


Algumas reflexões:
1.  Terá sido apenas coincidência o programa não ter sido exibido um dia depois da prefeitura ser questionada na rádio em relação ao não repasse dos valores descontados em folha dos servidores público ao INSS? Uma dívida que se pode deduzir ultrapassa a centena de milhares de reais.  Se aproxima dos bilhões.
2. Será coincidência que a tentativa de censura surja paralela aos questionamentos da gestão pública pelos cidadãos no quadro “O POVO NO AR”?

3. Será que o mesmo poder, nem tão oculto assim, que calou o programa Mesa Redonda, na mesma rádio comunitária em 2008, silenciará o “O POVO NO AR”?

4. O povo bravo destas terras vai assistir passivo o ataque arbitrário à liberdade de expressão em pleno século da comunicação?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

À César o que é de César...inclusive a culpa.


Eu não poderia deixar de divulgar esta imagem que copiei do Facebook de um médica colega de trabalho.
Ela representa bem o que acontece no dia a dia dos profissionais de saúde que pelo contato direto com a população assistida pelo SUS termina sendo o alvo de insatisfações que nada têm haver com o ofício do profissional.
A imagem também remete-nos à reflexão de que para termos mais saúde e de qualidade é importante a participação popular nas instâncias decisórias das políticas públicas.
Com a situação encontrada em Paracuru atualmente não seria nenhum exagero colocar um cartaz deste em cada unidade básica de saúde.