terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Precisamos trilhar outro caminho.

Cada um de nós tem sonhos e aspirações para a vida. Fazer uma faculdade, comprar um carro ou uma casa, fazer uma viajem. Aliás, somos seres dotados de inúmeros sonhos e desejos que à medida que se tornam realidade são substituídos por novos desejos. Muitos destes sentimentos são criados e alimentados por nossa sociedade capitalista. Geralmente estes sonhos estão ligados à coisas materiais. Ter coisas que sejam objetos de desejos de muitos e conseguidos por poucos. 
Mas somos seres coletivos por necessidade, instinto ou natureza. Como bem sabemos somos gregários, nãos sabemos viver na solidão, só sobrevivemos em sociedade. 
Então, quais são ou onde estão nossos desejos coletivos? Perderam espaço na sociedade?
Não desejamos mais nada que não seja individual e egoísta? Queremos apenas ter? Nosso mundo é apenas o nosso mundo particular?
E que tal sonharmos, desejarmos e lutarmos para que todos tenham comida, lar e arte?
Ou que todos tenham o direito à livre expressão, sem que tenham medo de serem perseguidos ou violentados pelo simples fato de pensarem ou serem diferentes?
Que tal começarmos a suar a camisa para que nosso mundo seja melhor cuidado? Vamos reduzir a poluição, aumentar a reciclagem, o "reuso" e diminuir o consumo desenfreado e desnecessário?
Temos milhões de anos nos desenvolvendo como seres humanos e o que conseguimos?
Conseguimos passar de uma sociedade primitiva e solidária para uma sociedade tecnológica, egoísta e predatória. 
Estamos então de parabéns? Era isto que queríamos? Tanta capacidade intelectual desenvolvida tem esta finalidade? Promover o egoísmo e a individualidade? Nos tornamos inteligentemete insensíveis?
Creio que vivemos um momento de crise de identidade enquanto ser humano e nem sequer nos apercebemos disto. Estamos envolvidos num mundo midiaticamente contruído que é bem diferente do real, e isto nos torna míopes o suficiente para não perceber que a desgraça de muitos representa o fim de todos.
Leonardo Booff em sua obra A Voz do Arco-Íris, comentando a sociedade pós-moderna, individualista e predatória, coloca com muita sabedoria que "e esta comunicação indispensável passa por instiuições coletivas que visam à salvaguarda mínima de toda a humanidade. Somente na base de normas éticas reconhecidas por todos é que se pode criar instituições de socialização humana que viabilizem a liberdade concreta. Caso contrário, fazemos explodir a nave comum. E desta vez não há uma  arca-de-noé que salve alguns e deixe perecer outros. Ou todos nos salvamos, ou todos perecemos".
Portanto, uma nova ética humana precisa ser elaborada, baseada essencialmente na solidariedade e no compromisso com o desenvolvimento do humano como ser e não no acúmulo de bens e dinheiro. E esta construção ética passa necessariamente por um novo fazer político e social.
Quem está disposto a reiniciar esta caminhada?

domingo, 22 de janeiro de 2012

O que teremos nas próximas eleições?

Eis que na última sexta-feira (20/01), ao badalar das 12 horas, resurge do meio de pilhas de processos que recai contra si, o ex-prefeito de Paracuru, Ribeiro, para anunciar nas ondas da rádio amiga - Mar Azul FM - que está disposto a retornar às disputas eleitorais que se avizinham. Substituindo sua pupila.
Um inesperado foguetório promovido por seus acóolitos, enquanto ele dava a declaração, fez com que um turista carioca, sentado ao meu lado na mesa de um restaurante, me lembrasse que este tipo de ação em sua terra natal simbolizava aos interessados a chegada de drogas nos morros.
Retomando ou continuando o comentário, o ato já antecipado no blog Paracuru Notícias aponta para desdosbramentos imprevisíveis do cenário até então posto para a política local.
Algumas perguntas ficam por que não foram feitas na entrevista.
Como fica a relação com a sua pupila - atual prefeita - que por ordem lógica e natural das coisas deve pretender disputar a reeleição?
Ele pretende se lançar na disputa, mas recorda da Lei da Ficha Limpa? É bom lembrar que há contra ele um número razoável de processos na justiça estadual. Ou ele aposta na morosidade e leniência da justiça?
Estaria ele descontente com a gestão de sua pupila? Se não está e acha que as coisas estão bem, por que retornar? É apego ao poder? Ao dinheiro público?
Qual o grupo de pessoas está disposto a entrar com ele nesta disputa?
Até às convenções eleitorais tem muita água pra rolar debaixo desta ponte. Inclusive coisas eticamente condenáveis, mas recorrentes nestas terras de Antonio Sales, podem se repetir. Tais como as da imagem a seguir retirada da internet.


Resolvi postá-la por representar bem fatos de outrora e recentes. Na eleição passada Tito e Ribeiro, nas que se avizinham Ribeiro e Bernardo. Será mentira?

EM  TEMPO: O senhor que pretende se candidatar este ano deve se recordar, e a população de Paracuru também, que em abril do ano passado ele teve suas contas de gestão do ano de 2002 desaprovadas, sendo-lhe aplicada multa e nota de IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. Quer saber mais? Clique AQUI. 

domingo, 8 de janeiro de 2012

Lombadas feitas por quem serve em bufê, dá em quê?

De repente a cidade de Paracuru foi tomada por inúmeras lombadas. Algumas verdadeiras montanhas, outras mas parecidas com passarelas para pedestres e veículos. Todas elas com algumas características comuns: serem construídas de modo quase artesanal, incluíndo a pintura com uma tinta que não resiste a duas semana de trafégo veicular; e, estarem, quase invariavelmente, fora das especificações técnicas exigidas.
Estão presente em quase todas as ruas da sede da cidade e até nos distritos mais distantes, de trafégo intenso de carroças e bicicletas.
Mas o que deve chamar a atenção dos cidadãos destas terras de Antonio Sales não é apenas a profliferação em escala geométrica dos "redutores de velocidade" ou a sua má feitura.
Um dado importante colhido no Portal da Transparência do Tribunal de Contas dos Municípios no Ceará (TCM) relacionado ao tema despertou nossa curiosidade e gostaríamos de compartilhar com os leitores deste sítio virtual.
Em setembro de 2011 a Prefeitura de Paracuru, através da Secretaria de Trânsito e Proteção à Cidadania, empenhou o pagamento de 20 mil reais à empresa, convidada,  Apoio Municipal Comércio e Serviços LTDA-ME, para fazer face as despesas com obras para construção de redutores de velocidade (lombadas) em pontos estratégicos no Municipio. Como pode ser constatado clicando AQUI.
A empresa está sediada na Avenida Marilandia, 187 no Centro da cidade de Jaguaretama. Agora o mais interessante, no cadastro junto à Receita Federal a empresa designa como sua principal atividade o Serviço de transporte de passageiros - locação de automóveis com motorista. E como atividades secundárias da empresa: 
1. transporte escolar;
2. comércio varejista de mercadoria em geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados, mercearias e armazéns;
3. serviços de alimentação para eventos e recepções- bufê.
Ou seja, a empresa não tem, ao que se pode deduzir, nenhuma experiência ou expertise na construção de redutores de velocidade, vulgo lombadas.
Agora me digam caros leitores, tem ou não "marmota" nisto daí...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Um mundo azul pintado a quatro mãos ou do proselitismo político.

A mídia local, representada principalmente pela rádio comunitária Mar Azul FM, em associação com a prefeitura de Paracuru tenta mostrar aos cidadãos destas terras de Antonio Sales e Padre João da Rocha, um mundo cor de rosa, ou como eles preferem, um mundo azul, sem defeitos ou com pequenos problemas irrelevantes, solúveis ao estalar de dedos, que não existe. Tentam pintar, à quatro mãos, um mundo de fantasias.
Em ano eleitoral, mais do que em qualquer outro, a gestão tenta mostrar todas as maravilhas realizadas, mesmo que elas não tenham sequer saídas do papel. E para isto usa duas estratégias: a primeira enaltecer os feitos da prefeita, e aí, é preciso frisar o destaque que se dá ao nome e à imagem da pessoa-prefeita, ocultando ou colocando em segundo plano a instituição prefeitura. Bastar conferir o último material informativo divulgado pela prefeitura no mês de dezembro. Vale até fazer cortesia com o chapéu alheio, como a gestão faz novamente ao divulgar o programa da COELCE de troca de geladeiras como se fora seu.
A segunda estratégia é varrer pra debaixo dos tapetes, ocultar, os graves problemas que a cidade apresenta e que não são enfrentados pela gestão ou em alguns casos são patrocinados por ela, e para tanto contam com a ajuda generosa da rádio "amiga" da prefeitura. 
Há meses colocamos uma postagem sobre o cerceamento imposto pela direção da rádio aos espaços de participação. Tal acontecimento provocou um afastamento das pessoas que realizavam críticas à gestão na busca de apontar soluções. O que hoje há na rádio são programas noticiosos que contam as tragédias dos mais distantes rincões deste Brasil, mas que só falam das coisas boas que esta gestão tem feito por Paracuru. Virou quase um órgão de imprensa oficial, mais uma vez tomada, que foi, pela participação constante dos gestores, que já não são mais surpreendidos por torpedos ou ligações questionadoras, mas apenas por mensagens de elogio e exaltação.
Várias coisas são lamentavéis neste acontecimento.
Primeiro: a rádio, que é COMUNITÁRIA pelo menos no papel, prova mais uma vez que serve aos interesses dos mandatários de plantão.
Segundo: o povo foi cerceado no direito de; se expressar livremente. Agora ou se elogia a gestão ou não pode usar o restrito espaço concedido à voz do povo.
Terceiro: ao deixar de informar à população sobre os diversos problemas que acontecem na cidade, a rádio presta um deserviço aos cidadãos e desvirtua completamente sua missão.
Comete-se assim, no mínimo, um completo desrespeito ao direito do cidadão de ser informado de forma insenta sobre tudo o que acontece na cidade. Desde a falta de medicamentos até à falta de iluminação pública em algumas ruas, coisas que antes eram frequentemente denunciadas, que não foram resolvidas, mas que já não mais tem espaço na rádio. 
Sem falar no desrespeito que se comete à legislação sobre as rádios comunitárias, algo que deve ser apurado e denunciado por quem de dever - ministério público, câmara de vereadores, etc - e por quem de direito - os cidadãos.
Os "vermelhos" já estão fazendo sua parte. Tremei "azuis".

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

CE 085...

Quase diariamente circulo pela CE 085, do litoral oeste do Ceará. Nela vejo auroras, pôr do sol, luas em todas as suas fases - belíssimas. Nos últimos meses esta estrada se tornou um percurso cotidiano para eu ir e vir do trabalho. E por andar tanto por ela tenho percebido a necessidade de ampliá-la, duplicá-la. 
Dois fatos ocorridos nas últimas 48 horas vieram corroborar meu pensamento.
Domingo passado, dia 01/01, quando eu retornava de Fortaleza rumo à Paracuru, por volta das 19h, presenciei um engarrafamento de cerca de 10 a 15 quilômetros, pela primeira vez nesta via. Carros transitando lentamente e, por vezes, parado quando retornavam das praias deste litoral em direção à capital. Em alguns trechos alguns imprudentes motoristas formavam fila dupla, na pressa de chegar em casa, ou no céu, sei lá.
Nos trechos em que não havia engarrafamento, ainda sim o trânsito era bastante movimentado. Tudo bem que era a volta de um feriado, mas em decorrência do desenvolvimento por que passa a região, principalmente com o desenvolvimento do Porto do Pécem e da implantação da siderúrgica, é sabido por todos que o fluxo de veículos por esta via tem se tornado intenso a cada dia que passa.
Hoje, outro fato me remeteu ao pensamento da necessidade de duplicação da CE 085. Um comerciante bastante conhecido em Paracuru sofreu um acidente fatal numa elevação - ponte - entre os municípios de Caucaia e São Gonçalo do Amarante. Ele colidiu seu carro com uma caçamba carregada de areia. Este tipo de veículo, assim como outros tipo de caminhões e ônibus são bastante comuns nesta estrada tão estreita.
O acidente ocorreu cerca de dois meses depois em que duas pick-ups colidiram de frente também e um carro popular capotou na mesma elevação do acidente de hoje. 
É claro que com o aumento do fluxo de veículos a probabilidade de acidentes aumentam e uma das possibilidades de minimizar esta situação é a duplicação da pista. Sei também que já está em andamento um projeto do tipo, mas gostaria de compartilhar com os leitores este testemunho de quem circula quase diariamente por esta estrada e expressar meu desejo de que o projeto tome um caráter de urgência para o bem de todos nós.



domingo, 1 de janeiro de 2012

O que faremos em 2012?

O ano de 2012 despontou para todos nós. Trazemos com ele nossas esperanças e nossos sonhos. Muitas coisas no mundo precisam ser mudadas para que tenhamos uma sociedade mais justa, onde cada pessoa tenha o que comer, onde dormir, trabalho, lazer e todos aqueles direitos que foram declarados como humanos, além é claro, dos direitos que foram impressos nas cartas constitucionais, os direitos sociais.
Destas tantas coisas que precisam ser mudadas algumas só dependem da nossa vontade de contribuir com mais gentileza e solidariedade às pessoas. Só depende da disposição de lutar para que sejam respeitados os direitos individuais, mas principalmente os coletivo. Há coisas que dependem apenas de pequenos gestos, de poucas palavras e, às vezes, até do silêncio para que possam transformar o mundo em algo melhor. 
Há tantas outras coisas que não dependem só do querer individual. São coisas que dependem da ação coletiva, da participação do maior número de pessoas possíveis. Estas são as grande causas das lutas políticas e sociais do nosso cotidiano.
Construir um mundo de paz e justiça social é uma destas causas e deveria fazer parte dos sentimentos, desejos e aspirações de todos nós. Construir um mundo assim significa transformar a sociedade para que não haja discriminação, preconceito, diferenças de classes ou qualquer outra diferença que mantenha as pessoas em relações de desigualdades, pois o que provoca a violência não são as diferenças que todos temos uns com os outros, mas as desigualdades que violma o mais básico dos direitos que é a igualdade entre os homens.
Portanto, se faz necessário iniciar o ano de 2012 pensando em como agir para transformarmos o nosso mundo em algo melhor, para nós e para as próximas gerações. 
Em quais lutas cerraremos fileiras para destruirmos a opressão?
Em que passeatas faremos nossas caminhadas para que não haja mais desiguldades?
Em que movimento cibernético nos agruparemos para que todos possam ter o que comer e onde dormir?
São perguntas que temos que fazer se quisermos viver melhor, em um outro mundo possível.