segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Ministério da Saúde - Nota de esclarecimento.

Divulgamos abaixo nota de esclarecimento do Ministério da Saúde desmentindo informações que circulam nas mídias virtuais sobre caso de ebola no Brasil.
 
 
Nota de esclarecimento via Ministério da Saúde
 
Com relação aos boatos que estão circulando nas redes sociais e por meio do aplicativo Whatsapp sobre Ebola, o Ministério da Saúde esclarece que não há caso suspeito ou confirmado da doença no Brasil. Vale ressaltar que o risco de transmissão para o país é considerado baixo. De acordo com os dados oficiais divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os países acometidos pelo surto do vírus Ebola são Guiné, Libéria e Serra Leoa, todos situados na África Ocidental.
O Ministério da Saúde recebe, diariamente, informações da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a situação de circulação de vírus no mundo, inclusive o Ebola, além de quaisquer outras situações que possam se caracterizar como emergência de saúde pública. Como a doença é transmitida pelo contato direto com sangue, secreções, órgãos e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, a transmissão para outros continentes é considerada como pouco provável. A OMS não recomenda quaisquer medidas que restrinjam o comércio ou o fluxo de pessoas com os países afetados.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Dengue em Paracuru - o direito à informação correta.

Estou produzindo esta postagem para explanar como anda a situação da dengue em Paracuru. O texto vai servir para aqueles que buscam informações sobre esta problemática, mas também para desmentir os arautos da tragédia inexistente.
Em primeiro lugar é preciso dizer que a dengue é uma doença endêmica no Brasil. Isto quer dizer o que? Que casos da doença sempre irão existir nos diversos municípios deste país. Em alguns momentos e lugares com uma exacerbação maior dos casos, em outros não. Podendo inclusive acontecer desta exacerbação ultrapassar o limite da endemia e se tornar uma epidemia.
Portanto consideramos que há uma epidemia de determinada doença quando os casos confirmados excedem o padrão esperado de ocorrência para aquela doença em determinado território e espaço temporal. Tomemos como exemplo a própria dengue em Paracuru no curso de oito anos (2007 a 2014).
Em 2007 aconteceram 05 casos. Em 2008 foram 41 casos. Em 2009 não houveram casos - no entanto deve ter ocorrido falha nas notificações neste ano.
No ano de 2010 foram 03 casos. Em 2011 os casos saltaram para 14 casos e em 2012 tivemos o surto epidêmico com 519 casos.
Ano passado (2013) ocorreram 32 casos confirmados.
Portanto, como podemos notar o único ano em que os números de casos foram discrepantes, com uma exacerbação dos casos foi em 2012.
 
Dengue em 2014.
Até 14 de agosto deste ano surgiram 37 casos de dengue em Paracuru.
Tem nos preocupado nos últimos meses o aparecimento de casos pelo fato deles terem surgidos no período posterior à quadra chuvosa - meses de junho e julho - quando teoricamente os casos deveriam declinar, e por se concentrarem em dois barros da cidade (Conjunto Nova Esperança e Riacho Doce).
 
Ações de combate à dengue.
Este ano a Secretaria de Saúde de Paracuru tem desenvolvido uma série de atividades no sentido de reduzir a população do mosquito transmissor da dengue e sensibilizar a comunidade para se engajar neste trabalho.
No período pré e pós carnaval o carro fumacê esteve em Paracuru realizando atividade de combate ao mosquito.
Os agentes de endemias tem realizado de forma satisfatória, inclusive com elogios do núcleo de controle de vetores da Secretaria Estadual de Saúde (SESA), as atividades de inspeção e tratamento dos domicílios, conseguindo reduzir o índice de infestação predial o município.
As equipes e saúde da família e do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) tem desenvolvido diariamente atividade educativas e de mobilização para que a população se conscientize da importância de cuidar de seus imóveis para evitar que o mosquito da dengue possa se proliferar.
Partindo da informação de que os casos tem se concentrado em determinada área a equipe de agentes de endemias foi deslocada para estas áreas afim de intensificar o trabalho de combate ao mosquito e, também, para investigar a origem dos casos.
 
Portanto, caros leitores deste sítio virtual  e população de Paracuru, ao contrário do que alguns "desinformados" andam espalhando pela cidade nós não vivemos uma epidemia de dengue. Nós estamos alerta ao aumento do número de casos e temos tomado as medidas necessárias para que seja controlada a doença.
Estes desinformados poderiam pelo menos se dá ao trabalho de verificar no site da SESA as informações atualizadas da dengue no Ceará para depois afirmarem alguma coisa.
Mas como sabemos que estes não tem o compromisso com a verdade, e sim com a tentativa de denegrir a imagem dos gestores municipais, temos a certeza que lhes custa muito fazer esta consulta.

O que une as pessoas?


Observem bem. Um grupo unido em torno de "um projeto" para a cidade, chega à beira da atual eleição e deixa de ser grupo. Cada um para seu lado. Cada um com seu cada um. Cada um em busca de "algo" para si. Mas e o "projeto" para a cidade também não passa pela eleição de deputados, senadores, governadores e presidente que estejam comprometido com aquela cidade? Por que se o "projeto" para cidade existe, não é capaz de unir as mesmas pessoas também neste momento? Tem alguma coisa muito estranha nisto.

Eleição ou feira de voto?

A eleição começou?
A feira começou.
É deprimente o cenário de busca por venda e compra de votos. Porque um não existe sem o outro. Não há comprador se não há vendedor.
Os tais "donos" dos votos tentam negociar com os "políticos" valores a receber por números de votos. E quem são os supostos "donos" dos votos. No caso da eleição/feira em questão, são alguns "políticos" municipais. Eles que acham que são os donos dos votos dos outros negociam cifras em trocas de algo que não lhes pertence. Uma coisa aparentemente abstrata, mas que se consolida pela falta de informação e atenção dos verdadeiros donos do voto que são os cidadãos.
Trocando em miúdos, como se diz popularmente, os políticos municipais que se acham donos dos votos dos eleitores estimam um número X de votos para seu candidato "fulano estadual/federal" que em troca destes possíveis votos lhes dá um valor Y em dinheiro. Daí em diante é o político municipal
cair em campo e buscar convencer os eleitores a votar no "fulano estadual/federal", seja através dos argumentos, dos benefícios ou do dinheiro, este principalmente.
Infelizmente meus caros leitores deste sítio virtual, este tem sido o cenário das "eleições" que transcorrem a cada dois/quatro anos em inúmeros rincões do Brasil.
A ideologia, o projeto de cidade, de estado, de país para o presente e o futuro não estão no centro dos debates. E cada vez menos aqueles políticos que não se utilizam da compra de votos para se eleger estão perdendo espaço e tendo cada vez mais tido dificuldade para se elegerem.
Ah se os cidadãos despertassem. Se conhecessem nitidamente esta realidade.
As se eles pudessem ver com um pouco mais de crítica a política e as eleições, as eleições seriam espaços de debate e construção de uma nova sociedade, e não uma feira.
Poderíamos eleger aqueles que de fato fazem de um mandato político um instrumento de defesa dos direitos dos cidadãos. Que fazem deste instrumento uma arma poderosa contra a exploração dos mais humildes.
Poderíamos fazer uma cidade melhor, um país mais justo. São quimeras que devemos alimentar para nos sustentar na batalha diária por esta transformação.
Pois ainda que tenhamos muitos riscos a correr, inclusive de não ser bem compreendidos. Ainda que tenhamos muitas lutas a travar e muito caminho a percorrer é preciso ter muitas quimeras, sonhos e utopias para nos alimentar diariamente.
Como tenho dito, chegamos até aqui, iremos mais adiante.