segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Nos tornamos covardes.

Mas por que as coisas são assim?
Por que o errado permanece errado e hoje o certo tem vergonha de ser certo?
Por que a corrupção se alastra sem pudor, agora à luz do dia e não mais nas penumbras?
Por que os falsos e traidores tem mais valor que o amigo fiel?
Por que a vergonha já não mais existe e deu lugar à "dinâmica" na política?
Para onde foi parar a ética e a coerência?
Por que as coisas foram e são assim?
Porque a muitos de nós nos falta coragem.
Porque a maioria de nós é covarde.
Porque prevalece o medo.
Porque construímos uma sociedade da seguinte forma:

"Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada".
(Eduardo Alves da Costa)