sábado, 17 de dezembro de 2016

Parado

O blog está parado e deve ficar assim até janeiro de 2017 que já está bem próximo.
Voltaremos com tudo.

Boas festas a todos e até 2017.

sábado, 26 de novembro de 2016

Disputa boa na Assembléia do Ceará.

Surge bloco de oposição a Zezinho Albuquerque para eleição da presidência da Assembléia Legislativa do Ceará.
Veja nota divulgada pelo bloco:

O Bloco PSD-PMB-PEN-PCdoB-PRP, por decisão democrática e unânime de seus 11 (onze) integrantes, deputados estaduais: Osmar Baquit (PSD), Roberto Mesquita (PSD), Gony Arruda (PSD), Odilon Aguiar (PMB), Bethrose (PMB), Laís Nunes (PMB), Naumi Amorim (PMB), Carlos Felipe (PCdoB), Augusta Brito (PCdoB), Joaquim Noronha (PRP) e Bruno Gonçalves (PEN), afirma apoio ao deputado Sérgio Aguiar como candidato à Presidência da Assembleia Legislativa, em virtude da colocação de duas chapas que disputarão  à Mesa Diretora do Poder Legislativo Estadual.

Dep. Osmar Baquit
Líder do Bloco

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

A PEC 55 e o SUS

A comissão de Seguridade Social e Saúde da Assembléia Legislativa Ceará,  realizará audiência pública com o tema: "OS IMPACTOS DA PEC 55, ANTERIORMENTE PEC 241, QUE ESTABELECE LIMITE PARA OS GASTOS PÚBLICOS PELOS PRÓXIMOS 20 ANOS NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)”

Agende:
Sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Às 14 horas
No auditório Waldir Arcoverde da Secretaria de Estágio da Saúde

Precisamos tanto da justiça?

É no mínimo estranho ou deve ser motivo de reflexão para todos nós a judicialização da nossa vida em sociedade.
A justiça, que não é perfeita, pois é feita por homens imperfeitos, tem sido buscada por todos para resolver problemas cotidianos que poderiam ou deveriam ser resolvidos em outro âmbito.
Me preocupa a judicialização da saúde, bem como a judicialização da política.
Não acredito que esse processo de judicialização se dê apenas por um processo de intromissão sistema na vida das pessoas. Mas também pela busca das pessoas em resolver seus problemas junto às instâncias da justiça.
E a justiça, em sua imperfeição, chega a promover graves injustiças.
Então? Precisamos tanto assim das instituições judiciárias?

Construir. Não destruir.

Fazer política com sentimentos de rancor, ressentimento, raiva, nos encaminha para destruição.
Fazer política com sentimentos de amor, solidariedade e fraternidade nos encaminha para a construção.
Construir uma sociedade melhor com pessoas melhores deve ser o objetivo a ser perseguido pelos homens e mulheres públicos que fazem a política.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Novas secretárias definidas.

Gestão que iniciará em 2017 em Paracuru já tem os nomes de duas secretárias definidos.
São elas: Diana Meireles para a secretaria de educação e Camylle Alcoforado para secretaria de saúde.
Ambas participam com a equipe de transição de reuniões esta semana em suas respectivas pastas.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

E você ganha quanto?

Dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) indicam que o valor do salário mínimo ideal para uma família brasileira deveria ser de R$ 4.016,27.
Sabemos que o salário mínimo atual é de R$ 880,00. O que comprova que o mínimo não oferece a mínima condição para sobreviver.
E aqueles que acham que estão ganhando bem, me digam, vocês estão ganhando mínimo?

Aumento de gestores municipais chega a 67% em Paracuru.

A proposta de aumento dos subsídios dos gestores municipais para 2017 que tramita na Câmara Municipal de Paracuru propõe um aumento de 45,83% para os secretários municipais, 63,46% para o prefeito e 67,54% para o vice-prefeito.
Os salários aumentarão da seguinte forma:
- Prefeito - de R$ 10.400,00 para R$ 17.000,00
- Vice-prefeito - de R$ 6.864,00 para R$ 11.500,00 
- Secretários Municipais - de R$ 4.800,00 para R$ 7.000,00

O Governo Federal propôs um aumento de 7,47% para o salário mínimo. O que deverá apenas repor a inflação de 2016.
A se manter a tradição de reajuste igual para os servidores públicos municipais que recebem apenas um salário mínimo, estes receberão em 2017 o valor de R$ 945,80.
A soma do aumento mensal dos gestores municipais equivale ao pagamento mensal de 42 servidores que recebem um salário mínimo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Elevação de gastos com novos gestores pode chegar a 800 mil em Paracuru.

Soma aí, a crise financeira atual, com seus vários determinantes e suas inúmeras consequências, ao congelamento de investimentos nas áreas sociais pelos próximos 20 anos, e agora, ao aumento dos subsídios dos vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários para o ano de 2017 em Paracuru.
Como ficará a cidade a partir de janeiro próximo?
Ainda no período eleitoral, talvez aproveitando a distração da população, a câmara municipal de Paracuru aprovou a elevação dos subsídios dos vereadores.
Agora, começa a tramitar na casa o aumento dos subsídios dos gestores públicos municipais (prefeito, vice e secretários).
A se confirmar os aumentos concedidos teremos um gasto a mais de cerca de 800 mil reais por ano.

Diplomação dos eleitos.

Juiz da Zona Eleitoral de Paracuru marcou para o dia 12 de dezembro deste ano a diplomação dos eleitos nas últimas eleições.
O evento ocorrerá às 14h na Escola de Ensino Profissionalizante Abigail Sampaio.


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Receita pra acabar com os municípios.

Junta as dificuldades dos tempos atuais (crise política e econômica) com o congelamento dos recursos por 20 anos e eis uma receita para não se conseguir fazer quase nada nos municípios.
As propostas apresentadas pelo atual governo prejudicarão ainda mais a gestão dos municípios.
Quem vai mais sofrer?
A população mais pobre que depende dos serviços prestados diretamente pelos municípios.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Volto a dizer.

O resultado das eleições não poderia ter sido pior para os partidos de esquerda e movimentos progressistas.
Com algumas raras exceções perdemos quase todas as disputas.
O momento é de involução, o que exige de nós autocrítica, reflexão aprofundada, seguida de ação coordenada e planejada.
Teremos dias sombrios, não só para os partidos de esquerda, mas para o povo em geral.
O que aponta no horizonte não é nada de animador para as camadas mais pobres e para a classe trabalhadora.
Os ataques agora não vêm só dos empresários. Vêm de todos os lados. Agora, de nossas próprias instituições. No congresso nacional, nos governos (em todos os níveis) e no judiciário há um consenso nítido de que quem deve pagar pela crise são os trabalhadores. Está explícito nas palavras e nas ações de todos.
Pois isso é importante que a classe trabalhadora, os movimentos progressistas e os partidos de esquerda se reinventem. Ou fazemos isso, de modo radical, ou se multiplicarão os golpes contra todos nós.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Aos servidores públicos.

Quando as pessoas falam em servidor público muitas pessoas só imaginam aqueles que ficam sentados atrás de um birô em repartições públicas para atender ao cidadão.
Não lembram dos professores, servidores públicos, em todos os níveis da educação.
Não lembram dos profissionais da saúde que tanto se dedicam a construir nosso SUS.
Não lembram dos policiais (civis e militares) e bombeiros que tanto buscam nos dar segurança.
Não lembram, enfim, de tantas outras categorias profissionais que exercem seu labor, sua arte e ciência nas instituições públicas, buscando sempre o melhor atendimento para o nosso povo.
É para todos estes, inclusive os que ficam atrás dos birôs, que trago meu reconhecimento, agradecimento e parabéns.
Sou servidor público há 15 anos - em diversos níveis (municipal, estadual e federal) - e conheço a dedicação destes trabalhadores para a construção deste imenso Brasil.
Parabéns servidores públicos!!!
Saibam que nestes dias sombrios e confusos, nossa sociedade necessitará não só do nosso trabalho, mas da nossa luta.
Avante!!!

Viva o SUS!!!

Nosso SUS tão criticado e tão ameaçado, agora mais do que nunca, é capaz de fazer isso: devolver a visão a quase mil pessoas no Ceará.
E tem muito mais. Recentemente, o estado bateu recorde em transplante de fígado. Realizou inúmeros de coração, rins e pulmão.
Tenho orgulho danado deste nosso SUS. Mais orgulho ainda de ter colocado minha pedrinha de contribuição na gestão dele, mas orgulho maior de ser um trabalhador dele. Por isso o defendo cotidianamente.
Pena que a PEC 241 queira dificultar mais ainda a sua construção.
Mas vamos à luta!!!
Viva o SUS!!!

Saiba mais: http://bit.ly/2eHqh2N

Harmonia pra lascar com o povo.

Os nossos poderes - executivo, legislativo e judiciário - brigam por questões tacanhas e narcisistas. Mas quando se trata de defender os direitos dos patrões e ferrar com os trabalhadores todos estão alinhados e harmônicos.
Vamos precisar de muita luta ou essa fatura será paga integralmente pelo povo mais pobre e trabalhador.

Eis o governo que quiseram.

A ofensiva contra os trabalhadores é grande
Tiraram do governo, e continuam tirando dos governos, os poucos que defendiam e defendem os trabalhadores
De agora em diante estão lá os defensores dos patrões e do rentismo
Há alguns meses quando eu via servidor público e outros trabalhadores defendendo a saída da Dilma me dava uma angústia. Porque eu sabia que estas seriam as medidas de um governo como esse
Há quem se iluda que foi o povo que tirou a Dilma
O povo só legitimou o golpe da nossa elite que não queriam mais ver trabalhador com valorização salarial
Então, não se iludam. Este governo fruto de um golpe vai durar até o final do mandato. Aplicando apenas medidas contrárias aos interesses da maioria (pobres e trabalhadores) e defendendo os interesses da elite brasileira. E pior, defendendo os interesses internacionais, em detrimento do desenvolvimento nacional.

sábado, 22 de outubro de 2016

Cálculos a perder de vista...

300 mil = mil votos
300 = 1 voto
6,25 por mês

300 mil = seiscentos votos
500 = 1 voto
10,42 por mês

400 mil = quinhentos votos
400 = 1 voto
8,33 por mês

6.000 por mês > 72 mil por ano > 288 mil por mandato
288 - 300 = -12 mil
288 - 400 = -112 mil

As contas "visíveis" não fecham.
Mas alguém vai pagar essa conta.
Quem será?
Os "patos"?

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Os "patos" pagarão o "pato".

Os megaempresários brasileiros, através da Fiesp, fizeram uma campanha contra o governo popular e democrático da Dilma afirmando que não iriam "pagar o pato".
Então pegaram os "patos" da nossa classe média e mais alguns da classe pobre e os fizeram mobilizar o país, inclusive com dancinha, até conseguirem seu intento.
Mas não avisaram aos "patos", claro que não avisariam, e só agora eles descobriram, que quem vai pagar o "pato" não são os megaempresários, mas eles, os "patos".

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Reinvenção de conceitos e práticas.

Precisamos reinventar nossos conceitos, mas principalmente nossas práticas sobre democracia, política, gestão, participação, cidadania, direitos e deveres. Sob pena de não o fazendo contribuirmos para piorar nosso contexto social e político, já deplorável.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

É urgente a mudança.

Ou o campo progressista da política brasileira se reorganiza em novas bases de diálogo permanente com a sociedade, ou definhará rapidamente.

Aforismo

Na derrota é preciso refletir sobre os próprios erros, não sobre os acertos dos outros. Caso contrário não aprendemos e não evoluímos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Promiscuidade eleitoral.

A relação entre eleitor e candidatos nas eleições está se tornando cada vez mais promíscua.
Um quer enganar o outro.
O dinheiro, apesar das medidas tomadas na mini reforma eleitoral, segue sendo o objeto da troca entre eleitor e candidato.
O resultado é o aprofundamento do fosso que separa os interesses de ambos.
As pessoas (eleitores) querem, após eleição, mais direitos e melhor condição de vida. Os candidatos (eleitos) querem recuperar o dinheiro gasto na compra de votos e atender aos seus interesses pessoais.
A relação, promíscua e mercadológica, só se dá apenas no período eleitoral. Depois disso é cada um pro seu lado.
Lembremos que um processo de corrupção só se dá se houver os dois atores - corruptor e corrompido. Um não existe sem o outro.
Ou seja, só há o político corrupto porque há os corrompidos que os elege.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Vamos estudar para opinar.

Falta informação às pessoas para emitirem suas opiniões sobre as grandes discussões das políticas sociais e econômicas do país.
Falta informação, não porque ela não exista. A informação na verdade está em todo lugar. O que falta é a busca por ela. 
Falta a vontade de ler.
De ler artigos de especialistas sobre o tema.
De ler a própria matéria em discussão.
De ler os fundamentos da matéria e da discussão.
Ou seja, falta leitura.
Não porque as pessoas não sabem ler. Mas porque tem preguiça de ler.
E se não lemos, não aprendemos. Se não aprendemos faremos a discussão na base do "achismo", o que não contribuirá nada com nossa sociedade.
Então nos habituemos a ler. A estudar. Para só depois opinar.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Prognóstico

Não é questão de advinhar. Não.
Não é questão de ser visionário. Não é.
É simplesmente perceber como certas coisas se engrenam e certas pessoas se ajuntam, para saber que futuramente isso não vai dar certo.
É como ter o médico que colhe a história do paciente (passado), junta as informações, dá seu diagnóstico (presente) e reconhece seu prognóstico (futuro).
Prognóstico funesto.
"A história de repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa". Karl Marx

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Diferença entre torcer e esperar.

Posso até torcer para que as coisas andem bem.
Mas olhando com mais cuidado...
É difícil esperar que algo de bom aconteça.
O que está aí???
"Sempre mais do mesmo..."
Um passo atrás...

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Politica por inteiro

Seria muito bom que as pessoas compreendessem que a eleição é apenas um momento - curto - da vida política.
Compreendendo isso pudessem elas despertar para a necessidade de participar da vida em sociedade (política) todos os dias.
Assim, despertos, participariam de todos os espaços democráticos com a mesma vontade e o mesmo vigor com que participam das campanhas eleitorais.
Quiçá, aprendessem até a diminuir as paixões e valorizar mais a razão na hora de escolher seus representantes.
Neste caminho certamente teríamos uma sociedade mais viva, participativa e cidadã.

domingo, 9 de outubro de 2016

Mini reforma política

É bom que os estudiosos do assunto nos digam se a mini reforma eleitoral já valendo para as eleições de 2016 trouxe algum efeito positivo para sociedade.
Reduziu a influência do dinheiro?
Impediu o caixa 2?
Promoveu o debate político ou o castrou?
Nivelou os candidatos ao mesmo patamar? Ou aumentou a distância entre ricos e pobres?
Empoderou mais os cidadãos?
Enfim, mudou alguma coisa?
Não tenho como apontar respostas.
Estou como Sócrates, apenas a peguntar.

sábado, 8 de outubro de 2016

Sabedoria

Na política, como na vida, é preciso saber a hora de falar e a hora de calar. Isso se chama sabedoria.
Estou exercitando a minha. Por enquanto estou na fase do calar. Por enquanto...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Sobre carnaval e paredões...

Antes de tudo quero deixar claro que particularmente não gosto deste tipo de diversão, assim como não a considero saudável...
Mas deixemos meu gosto de lado e tentemos tratar objetivamente sobre o tema...
Assim como no caso do modelo de carnaval a ser adotado em Paracuru a questão dos paredões tem muitas nuances que precisam ser consideradas.
1. Não é de hoje que este tipo de "curtição" de música tem se tornado preferência entre os jovens cearenses... Em Paracuru, me recordo, já houve anos bem piores em relação a invasão de paredões. Principalmente no período em que predominou o "Lual" nas terras de Antônio Sales. Lembrar que foi a partir desta gestão municipal que o "Lual' passou a ser combatido até seu desaparecimento.
2. Este tipo de "curtição' criou um mercado econômico forte justamente porque se tornou preferência entre os jovens.
3. Não há dúvidas que sons automotivos - sejam paredões ou não - quando usados em volume alto causam transtornos alheios grandes e nos coloca na situação do limiar onde começa a liberdade de um e termina a do outro.
4. Todos sabemos que o poder executivo atual enviou projeto de lei que busca regulamentar o uso dos paredões. Vejam bem, regulamentar, não proibir.
5. Fazer cumprir a lei é uma segunda etapa que envolve diversos órgãos como secretaria de meio ambiente, guarda municipal, polícia e poder judiciário. Preferencialmente trabalhando de forma integrada. A comunidade também pode contribuir.
6. A câmara que aprovou a lei também pode revê-la tornando-a mais rigorosa. Antes poderia bem fazer uma audiência pública para tratar do tema, permitindo a audição das mais diversas opiniões.
7. Regulamentar melhor a lei criando horários e espaços para o uso deste tipo de som seria uma saída? Agradaria a gregos e troianos?
8. Simplesmente impedir que eles existam? Aprender e destruir o som? São estas as opções?
9. Este tipo de curtição só agrada ao público de fora da cidade? Nossos jovens não curtem os paredões?
Estas questões e algumas outras mais precisam permear um debate franco e isento de provocações politica-eleitoral.
Um debate claro entre os poderes públicos e a sociedade para que se equacione esta questão entre sons automotivos e o sossego alheio.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Carnaval acabou...

 A quarta-feira se cinzas nos traz, além da ressaca, o início de fato do ano de 2016...
Cada um que promove carnaval ao chegar a quarta passa a refletir sobre o que deu certo e o que não deu certo na festa momina.
Tenho lido e ouvido opiniões diversas sobre o carnaval de Paracuru. Muitas eivadas de boas intenções e vontade de contribuir para o aprimoramento do evento, outras nem tanto, tendo apenas como pano de fundo a disputa politica-eleitoral.
Alguns pontos merecem reflexão e vou tentar fazê-la ciente de minha condição de co-gestor municipal, o que me dá o privilégio de alguns dados e informações, por um lado, e me compromete intensamente por outro.
Quando organiza-se um evento de massa algumas questões precisam ser colocadas em pauta. Organizadas com antecedência e avaliadas posteriormente. São elas:
1. As atrações/modelo de diversão
2. A segurança
3. O trânsito
4. O atendimento médico-hospitalar
5. A economia
6. A limpeza pública
Vamos iniciar nesta primeira postagem tratando das atrações e do modelo adotado em Paracuru.
Tenho visto muitas críticas principalmente no sentido de afirmar uma falta de identidade da cidade na realização do carnaval. Sem dúvida nenhuma esse modelo de diversão carnavalesca não foi criado ontem e nem é exclusivo de Paracuru...
As festa públicas nas praças mescladas com o famoso mela mela é parte sim da cultura do povo cearense, alguns gostem ou não. É o que predomina na maioria dos municípios, principalmente do litoral. É um modo de expressar a euforia e alegria do povo, principalmente aqueles mais excluídos.
Questionar o modelo é válido, mas o que tenho visto nas discussões são dois cenários. Primeiro um conflito de gerações - bastante natural - no debate. Alguns, já com idade um pouco avançada imaginam que carnaval bom era o de antigamente. Outros, mais jovens compreendem que este é o melhor jeito de se fazer a folia.
O que diferencia um do outro? Quais as influências midiáticas perpassam cada momento? Não teriam ambas o mesmo cenário de irreverência e rebeldia utilizando as linguagens de seu tempo? O duplo sentido das músicas sempre estiveram presentes não? O apelo à sensualidade/sexualidade não sempre esteve atrelado evento momino? Estas são algumas perguntas que respondidas podem nos ajudar nas explicações a este claro conflito de gerações que há no debate sobre as músicas, formas e modelos de se divertir.
Nesta discussão alguns defendem o carnaval a partir dos blocos de rua.
Também defendo. Mas compreendemos que o processo de surgimento dos blocos se inicia muito mais pela vontade das pessoas do que do poder público. Geralmente surgem de grupos de famílias, grupos de amigos, agremiações esportivas, outro tipo de associação coletiva. Busquemos a história dos mais famosos nos outros estados e cidades e veremos como tudo aconteceu...
A consolidação de um bloco carnavalesco se dá com o tempo e a persistência de seus componentes.
O papel do poder público seria então organizar a junção de diversas agremiações num desfile único. Isso a prefeitura tem feito desde o ano passado, dedicando espaço na programação e dando suporte. Então não há como falar que esta gestão não tem buscado incentivar a cultura de blocos carnavalescos. O que não poderíamos fazer era uma ruptura brusca. Até porque o número de blocos e brincantes destas agremiações ainda é pouco, diante do volume de pessoas que frequentam o carnaval da praça.
Um outro aspecto que é preciso por em pauta quando discutimos blocos é que existem diversos formatos de blocos.
Existem os blocos que utilizam bandinhas de metais puxando o bloco, outros utilizam baterias a lá escolas de samba, outros correm atrás do trio e há aqueles - como os nossos - que saem puxados por paredões de som. Ao fim todos são blocos. Ou não?
Chegamos então noutro ponto que levantou muita discussão: os paredões de som.
Sobre eles faremos outra postagem.