quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Seria cômico se não fosse triste.

O néscio que surfa na onda da intolerância, da arrogância e da ignorância para tentar chegar à presidência de uma das maiores economias do mundo, sem entender de economia, não erra quando atribui à falta de higiene bucal a prematuridade dos recém nascidos e como consequência da mortalidade infantil.
O chiste, já que neste país tudo vira piada até o que é sério, aparece na superficialidade da resposta ao falar apenas da falta de higiene bucal como causa da prematuridade. Espera-se de um homem ou mulher que pretende governar este país continental no mínimo que ele tenha conhecimento amplo sobre os graves problemas sociais e seja capaz de formular ideias coerentes para sua resolução.
O inepto e arrogante entrevistado na roda morta poderia ter excursionado pela falta de acesso ao pré-natal aos profissionais de saúde para a realização de um bom pré-natal ou pela falta dos exames básicos para detectar infecções e anemias maternas, também causas de prematuridade.
Também poderia o ignóbil ter debate sobre a desnutrição materna, assim como a infantil que volta a assolar o país com o aumento do desemprego e da indigência. Estas, causas sociais importantes da mortalidade infantil e que haviam sido minoradas nos últimos 20 anos.
Portanto, uma vez que os problemas de saúde não se originam apenas nas causas biológicas, mas também nas causas sociais impactadas pelas políticas econômicas, o ignaro teve um vasto repertório de possibilidades para abordar causas, efeitos e soluções para a mortalidade materna. No entanto, se reduziu a um único fator: a falta de higiene bucal, o que tornou sua resposta ridícula, superficial e cômica, se não fosse trágica uma vez que partiu de um presidenciável.
Mas esperar o que de alguém cujo os únicos adjetivos que consigo encontrar para lhe definir enquanto candidato é néscio, inepto, ignóbil e ignaro?


quinta-feira, 14 de junho de 2018

A copa vai começar. Que copa?

Os 'jornalões' publicaram recente pesquisa sobre o interesse brasileiro pela Copa do Mundo de Futebol de 2018 que se inicia hoje na Rússia. Segundo os dados expostos 53% dos brasileiros estão ignorando aquilo que um dia já foi unanimidade e que fez o país ser intitulado por Nelson Rodrigues como a pátria de chuteira.
E o que aconteceu com o país para que hoje os brasileiros não se interessem tanto pelo torneio mundial?
Muitas teorias estão sendo colocadas.
Há quem diga que o aumento do casos de corrupção e a manipulação dos símbolos nacionais - camisa da seleção inclusive - pela elite nas manifestações que levaram ao impeachment de Dilma, afastou o povo do interesse pela seleção.
Outros afirmam que cresceu a consciência dos brasileiros em relação aos seus problemas reais e que hoje percebem o futebol como um entretenimento que o aliena.
É possível que estas e outras justificativas, em conjunto ou separadas, possam explicar tamanho desinteresse dos brasileiros.
Mas ainda não vi ninguém se perguntar sobre o que aconteceu com o futebol. Sim com o futebol. Será que não foram as mudanças que aconteceram no futebol brasileiro que fizeram o povo se distanciar da seleção e deste esporte?
Sabemos que o futebol se transformou mundialmente num espetáculo elitizado. Sim, elitizado. Vejamos o caso do Brasil. Por estas terras tupi guarani a ida ao estádio está cada dia mais inacessível ao povo. Ingressos caros são os principais entraves.
Com o passar do tempo deram fim às gerais, que abrigava aqueles que mais amavam o futebol e tem menos poder de compra.
A manipulação midiática também afastou os brasileiros do futebol. Nos canais abertos praticamente apenas dois times tem transmissão garantida aos domingos. Caso seu time não seja um destes, você tem que ter assinatura de canal fechado para vê-lo jogar.
E como nos afastamos da seleção brasileira?
Nós não nos distanciamos, eles que se distanciaram de nós para atender aos interesses do capital. Onde a seleção joga seus amistosos? Inglaterra, Estados Unidos, França, etc, e não contra estas seleções, mas contra outras. Ou seja, as poucas oportunidades de ver a seleção de perto - nos amistosos - deixaram de existir para atender o interesse daqueles que ganham dinheiro com a exibição da canarinho.
Não há dúvida de que o brasileiro mudou, amadureceu. Que estamos mais cientes de nossos problemas e que precisamos primeiro resolvê-los para depois nos divertirmos. Mas o futebol também mudou e se distanciou daqueles que mais o admiram e mais tem prazer em assisti-lo.
Mudando o povo e mudando o futebol, muda também a relação entre ambos. Eis por que esta copa está mais fraca do que caldo de bila, como se diz no sertão do Ceará.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

As fogueiras juninas e das vaidades.

Eis que parte dos habitantes das terras de Antonio Sales se animam nesta data do santo casamenteiro. Não por novos enlaces matrimonias, tão pouco por simpatias na busca ansiosa de um novo amor. Muito menos se animam pela fogueira batismal diante do santo junino. Na verdade há fogueiras sim, acessas há tempos, mas estas são as das vaidades daqueles que duelam pelo poder local. 
Hoje amanhecemos com a mesma disputa mesquinha de sempre. Desta feita envolvendo de um lado o grupo do prefeito afastado pela justiça em dezembro passado e cassado pela câmara por estes dias. Do outro lado o grupo do prefeito empossado em dezembro passado e que hoje resolve tomar nova posse da possessão que já era sua, vai entender.
Enfim, se animam a trocar farpas os grupos com olho no poder e nas benesses pessoais que a vitória pode lhes fornecer.
Alheio a tudo isso, a maioria do povo acorda e vai labutar na sua lida diária. Faz suas fogueiras juninas, realiza seus batismos e suas simpatias amorosas ao calor do fogaréu, sabendo que daquela disputa de vaidades lhes sobra pouca coisa. Infelizmente!!!

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Velho ditado.

Eu adoro os ditos populares porque eles contem a sabedoria prática que se funda nas vivências dos povos e atravessam gerações ensinando aqueles que os escutam e deles sabem tirar os ensinamentos.
Digo isto por me lembra há pouco da frase de um amigo para explicar uma dada situação. Disse-me ele sobre a possibilidade de alguém se contaminar ao caminhar ao lado das pessoas que não aotam conduta ética: "Quem anda com porco só farelo come".
Isso me remeteu a outro dito popular que afirma: "Quem deita com cachorro com pulga levanta".
Ambos remetem a nós a ideia de que é preciso saber com quem se anda. com quem se convive, com quem se alia na nossa caminhada.
Talvez seja um dito que deve ser repetido e apreendido por todos aqueles que fazem da vida pública uma missão. Falo não só dos políticos, mas de todos que buscam fazer da vida em sociedade um espaço de convivência ética.
Por que fazer articulações com pessoas sabidamente antiéticas e corruptas?
Em nome de que se subordinar ou contribuir para um governo/gestão que pratica atos e ações que ferem todos os princípios da administração pública - impessoalidade, eficiência, legalidade, etc?
Eis uma reflexão importante que me foi deixada ontem por um amigo e que compartilho com vocês.
Não seria bom aplicar um outro ditado? "Antes só do que mal acompanhado".

Derrocada dos incompetentes.

Nas sociedades democráticas um governo que não visa o bem público, mas apenas o interesse de um pequeno grupo, tende a se arruinar, cedo ou tarde. Caso este governo seja liderado por um incompetente o processo de derrocada se acelera. Sendo ele incapaz de fazer um bom governo, também é incapaz de manter nas sombras suas atitude anti-éticas e imorais.
A sociedade tolera por um tempo, mas não para sempre a inabilidade política e, principalmente, a incompetência administrativa. Não caindo antes de findo o mandato pela via judicial, tenha certo a exclusão pela via do voto.

domingo, 10 de junho de 2018

Diário da Tarde

Concluo nesta manhã de domingo a leitura do segundo diário de Josué Montello: Diário da Tarde.
Um registro de suas reminiscências que nos insere em parte da política nacional, muito por causa de sua estreita amizade com Juscelino Kubitschek.
Breve inicio a leitura do Diário do Entardecer.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Perguntar não ofende.


    A CPI da câmara de Paracuru que investigou as maracutaias do prefeito afastado e que seu relatório será votado hoje, não achou nenhuma digital de nenhum vereador no meio das enroladas não? Uma digital num ônibus alugado? Uma digital numa van alugada? Numas cédulas dessas que vão de mão em mão? Nada? Só o prefeito e seus filhos estão nessa? Ou como diria o pseudojuiz Sérgio Moro: isso não vem ao caso?

terça-feira, 29 de maio de 2018

Por que Paracuru não consegue avançar?

Olhe, tem muitos motivos e inúmeros fatores que contribuem para fazer com que Paracuru não avance mais rápido em seu desenvolvimento. Fatores interno e externos. E essa postagem não tem intenção de fazer o debate alongado sobre isso. 
Mas um fator eu considero que influi negativamente nesse processo de forma perene. É que a política de Paracuru continua miúda e se enreda nas mesquinharias personalistas e rasas. Raro são aqueles que debatem o desenvolvimento da cidade sobre questões de fato importantes como quais os caminhos para crescer a economia local. Do cidadão pouco instruído aos auto declarados grande sapientes desta cidade tudo gira em torno de questões pessoais e familiares embasadas nos pré-conceitos moralistas de bom e ruim. 
Isso se agrava quando se alia ao pensamento, também pequeno e estreito, das soluções apenas para os problemas do agora, sem mirar no futuro próximo e distante. Ou seja, ficamos discutindo o aqui e agora da cidade sem sequer dá uma olhada, mesmo que de canto de olho, para o futuro que nos interessa.
Penso ser nosso dever elevar o debate para instâncias maiores, para os problemas mais complexos e sobre como queremos ver esta cidade daqui a 20 ou 30 anos, sob a pena de não o fazendo estarmos fadados ao atraso eterno.

Compreender a humanidade.

Volto para indicar aos resistentes leitores deste sítio virtual a leitura destas duas obras do professor isarelense Yuval Noah Harari: Sapiens - uma breve história da humanidade e Homo Deus - uma breve história do amanhã.
O primeiro livro narra o desenvolvimento do homem (Sapiens) da pré-história - quando era um animal como outro qualquer - até os dias atuais - quando se tornou o animal mais poderoso, capaz inclusive de criar outros seres vivos. Neste ínterim, ele narra as principais revoluções que contribuíram para esta supremacia humana, como a revolução cognitiva, a revolução agrícola e a revolução científica.


No segundo livro o professor Harari, apoiado nos principais avanços das diversas ciências neste início de século XXI, faz algumas projeções sobre o futuro da humanidade, sempre alertando que não são profecias, mas possibilidades que já mostram indícios muito fortes nos dias atuais sobre sua realização.


Para quem tem interesse filosófico sobre as velhas perguntas de onde viemos, onde estamos e para onde vamos a leitura destes dois livros é um excelente exercício de reflexão. 

quarta-feira, 28 de março de 2018

O nome do ódio é fascismo - por Joan Edesson de Oliveira

“E Nhô Augusto fechou os olhos, de gastura, porque ele sabia que capiau de testa peluda, com o cabelo quase nos olhos, é uma raça de homem capaz de guardar o passado em casa, em lugar fresco perto do pote, e ir buscar da rua outras raivas pequenas, tudo para ajuntar à massa-mãe do ódio grande, até chegar o dia de tirar vingança.”

João Guimarães Rosa, em A hora e a vez de Augusto Matraga


Mestre João Guimarães sabia de coisas. O que vivemos hoje no Brasil combina perfeitamente com a sua descrição. Setores cada vez mais agressivos babam de ódio enquanto aguardam pelo dia de tirar vingança. Essa vingança só se consumará com a prisão de Lula ou com coisa pior, a julgar pelos ataques recentes contra a sua caravana. A massa-mãe do ódio grande é alimentada diariamente pelas outras raivas pequenas.

Há uma escalada nesse ódio. É como se, nos últimos anos, ele perdesse o pudor, a vergonha. Não é que ele não existisse antes. Esse ódio é antigo. Comparem a fotografia de um homem com um relho na mão açoitando um manifestante e vejam uma das gravuras de Jean-Baptiste Debret do açoite de escravos. As imagens são muito parecidas. O ódio de hoje é descendente direto daquele ódio do passado. Se compararmos as duas imagens, veremos ali a comprovação da afirmação do sociólogo Jessé Souza, de que “o ódio ao pobre é a versão moderna do ódio ao escravo”.

Há uma máquina em funcionamento para alimentar e fomentar esse ódio. Não podemos achar que ele se resume aos que estão nas ruas, seja o agroboy bem-nascido, louro e de olhos azuis, seja o mulato remediado que ignora que aquele ódio se voltará contra ele cedo ou tarde. Por trás desses há uma engrenagem de fabricação do ódio, em grandes conglomerados empresariais, em redações de jornais e emissoras de televisão, em agrupamentos políticos.

Há um ódio desgrenhado, ensandecido, de pedras e paus e relhos na mão, que toma as ruas. E há um ódio comportado, disfarçado, escondido sob ternos bem cortados e habitando em salões requintados. O segundo manipula os cordéis que põem os primeiros em movimento. Mas eles são um só, a sua matriz é a mesma.

O nome do ódio é fascismo, essa é a sua alcunha. Alguns amigos reclamam do uso da palavra. Dizem que assim banalizamos o fascismo, que não é bem isso, que é outra coisa, que não devemos usar o termo em vão. Temem a palavra fascismo. Querem caracterizar o que há como episódios banais de violência, da violência nossa de cada dia, e não como violência política, explicitamente política, com claro lastro ideológico. Agem como os bruxinhos de Hogwarts, que não pronunciavam o nome de Voldemort, achando que assim estariam a salvo das suas maldades.

Mas não há outro nome. O ódio que vimos hoje, essa massa-mãe de ódio grande da qual falava o mestre João, atende por esse nome, responde pelo nome de fascismo. Para quem duvida, recomendo a leitura do texto “O fascismo eterno”, de Umberto Eco, facilmente encontrado em rápida pesquisa na internet. Ali, ele elenca quatorze características do fascismo contemporâneo, afirmando que basta a existência de uma delas para que em seu redor se forme uma “nebulosa fascista”. Leiam o texto e garanto que encontrarão pelo menos metade daquelas características no Brasil de hoje.

Se esse ódio é representação do fascismo, não há outro caminho senão combatê-lo e derrotá-lo. E só podemos derrotá-lo com unidade e luta. Sem a combinação dessas duas variáveis não há como chegar a vitória. Uma grande e ampla frente em defesa da democracia pode barrar o avanço do fascismo. Para isso, é necessário primeiro reconhecer que há uma ameaça fascista, sem tergiversar, sem tentar lhe dar outros nomes.

Ou reconhecemos que há uma ameaça e nos dispomos a construir a unidade para o seu enfrentamento, ou sucumbiremos tal como nhô Augusto frente aos porretes dos cacundeiros do Major Consilva. Os cacundeiros, já vimos, estão nas ruas, com relhos, pedras, porretes e revólveres nas mãos.


Publicado originalmente em: Portal Vermelho

terça-feira, 20 de março de 2018

O Capital no Século XXI


Concluo com imensa satisfação a leitura deste livro sobre a economia mundial e o capital no século XXI.
Recomendo a leitura para todos aqueles que buscam compreender a acumulação de riqueza e a desigualdade durante o período compreendido entreo o século XIX e início do XXI. Alem de conter dados e ensinamentos importantes deste período histórico em relação às grandes economias mundiais, há propostas de debates para o controle do capital no início deste século.
Vale a pena a leitura atenta e paciente desta obra.

quinta-feira, 15 de março de 2018

#Luto#Luta

Ninguém, mas ninguém mesmo, pode ser condenado à morte por defender uma causa. Ainda mais quando sua causa combate as injustiças sociais. Sejam sua origem - sistema capitalista - ou em suas consequências - violência e degradação humana.
Não podemos aceitar que a vida de uma pessoa seja banalizada por defender os excluídos ou os nunca incluídos de nossa sociedade.


quarta-feira, 7 de março de 2018

Diário da manhã.


Concluo de forma prazerosa e entrecortada a leitura deste primeiro diário do conterrâneo Josué Montello.
Nos rememora o tempo em que havia preocupação com a boa escrita.
Em breve início a leitura do segundo: Diário da tarde.



Violência e desigualdade.

Não adianta subir morro e invadir favela para prender e matar preto, pobre com ou sem envolvimento com o crime, se as condições de sobrevivência mínimas continuarem piorando. Emprego, renda, educação, cultura, são áreas para as quais deve ser direcionado o escasso recurso público e que terá como último resultado uma sociedade menos desigual e menos violenta. Insistir apenas na repressão como combate à violência é enxugar gelo, como se diz. Pode por marinha, exército e aeronáutica dentro das favelas que não vai solucionar o problema da criminalidade. Matarão e prenderão dezenas e estimularão o surgimento de milhares. É uma conta irracional.
Todos os estudos econômicos e sociológicos comprovam o aumento da violência associado ao aumento da desigualdade. Então, qualquer ser humano minimamente inteligente deduzirá que o combate a violência deve ser em sua essência o combate à desigualdade.
O momento exige, portanto, mais racionalidade e menos imbecilidade/paixão na discussão de um problema tão sério como é a violência no Brasil.

sábado, 3 de março de 2018

Preguiça de pensar ou falta de inteligência?

Lamento profundamente que o brasileiro simplifique os graves e complexos problemas de seu país. E ao fazê-lo busque simplificar as soluções.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O conluio para proteger os privilégios.

A Casa Grande que retomou o poder executivo federal brasileiro após o golpe, uma vez que já dominava os demais poderes - judiciário, principalmente, e legislativo, este comprado - opera desde então um grande conluio para afastar a senzala dos seus espaços e manter a ralé brasileira - na concepção de Jessé Souza - longe de seu convívio.
Percebam nos discursos de seus representantes como há uma proteção mútua. Como cada um busca proteger o privilégio do outro com o objetivo de preservar o seu.
Sim, proteger seus privilégios em detrimento dos esfacelamento dos direitos da maioria dos brasileiros.
Cada dia que passa as frases da conversa nada republicano entre Jucá e Machado se torna mais verdade: "um grande acordo nacional", "com o supremos, com tudo".
O aprofundamento das desigualdades a partir desse mecanismo de sustentação da casta brasileira a partir do aumento da miserabilidade do resto da sociedade pode nos levar a consequências imprevisíveis a partir do aumento da violência.
Só os loucos guiados pela ganancia pagam para ver até onde isso vai.

Judiciário nu.

O judiciário brasileiro está cada dia mais desnudado.
E a medida que seus privilégios vão sendo expostos, seu cinismo de classe abastada vai se revelando.
Num país em que o salário mínimo não chega a 300 dólares, apenas um "penduricalho" - auxílio moradia dos juízes - custa por cada juiz mais de 1.300 dólares.
Um escárnio com a maioria do povo brasileiro, principalmente porque temos um judiciário, que além de parcial, ele é inepto e ineficaz.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Difícil previsão.

O que nossa elite, através do aparelho jurídico, policial e midiático, tem feito para evitar a eleição de Lula neste 2018 vem provocando ruptura institucionais de graves consequências no futuro próximo.
Primeiro rasgaram a Constituição para realizar o impeachment da presidenta Dilma. O congresso - o mais conservador e obscuro da história da república brasileira - realizou a toque de caixa e desrespeitando a legislação o afastamento de Dilma.
Na sequência, o parte do judiciário, representado pelo juizeco e procuradores de Curitiba investiram suas poucas capacidades para"fantasiar" histórias, incriminar e condenar o presidente Lula e assim alija-lo da disputa presidencial de 2018.
Na semana passada o golpe se aprofunda com um novo capítulo condenatório ao ex presidente. Com o único objetivo de preservar o juizeco de Curitiba, os desembargadores do TRF 4 ampliaram a pena num consenso raro, conforme especialista na área jurídica.
Todos estes acontecimentos são acompanhados e divulgados, que por vezes aparentemente até combinados com a grande mídia venal brasileira. Ela representa o braço ideológico e catequético do golpe.
Tudo isso representa enfim o aprofundamento da luta de classes no Brasil. E é de difícil previsão saber onde iremos parar com tal acirramento.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Em defesa da democracia.

Amanhã por todo o Brasil ocorrerão manifestações em defesa do presidente Lula e da democracia. Ecoarão de norte a sul os gritos de milhões de brasileiros a reafirmar que eleição sem Lula é fraude. 
No Ceará de tradição de luta - lembremos de Bárbara de Alencar, Chico da Matilde e Bergson Gurjão - haverá atos em diversas cidades.
Anotem, se programem e compareçam.
Ceará
24/01 - Fortaleza | 8h | Ato na Praça da Justiça Federal (Centro)
24/01 - Cratéus | 8h | Ato com concentração na Sede da Justiça Federal
24/01 - Sobral | 7h | Ato com Concentração na na Praça de Cuba
24/01 - Quixadá | 8h | Ato na Praça Coronel Nanan
24/01 - Limoeiro de Norte | 7h | Ato na Praça da Justiça Federal
24/01 - Cariri | 9h | Ato na Praça da Prefeitura de Juazeiro do Norte

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Meu desejo.

Olá meus caros leitores.
Confesso a vocês que meu desejo é escrever diariamente neste blogue. Ocorre que as inúmeras tarefas de trabalho e estudo, na maioria das vezes preenche o dia de forma tal que aquelas ideias que surgem na mente caem no esquecimento e, já fadigado ao anoitecer, é impossível recuperá-las.
Daí as postagens serem intermitentes.
Hoje por exemplo, durante o labor, muita coisa sobre o julgamento do presidente Lula e os acontecimentos políticos nacionais me trouxeram à mente muitos argumentos a serem desenvolvidos. No entanto, nada virou rascunho e quase nada restou para ser escrito neste momento de cansaço físico e mental.
Espero que o sono reparador reaviva estes argumentos e amanhã eu possa colocar cada um numa postagem destes blogue.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Nossa pobreza cultural.

A prefeitura de Paracuru anunciou como será o carnaval de 2018.
Como?
O de sempre. De vários anos. De décadas.
E a discussão se será bom ou não? A mesma. De anos, de décadas.
As bandas prestam. Não prestam.
Tem paredão? Não tem paredão?
Tem mela mela. Não tem mela nela.
Ou seja. Uma pobreza cultural de dar dó.
Fico imaginando cá com meus botões se não somos - enquanto sociedade e poder público - de fazer algo diferente. Algo culturalmente melhor.
Não temos a capacidade de criar um concurso de Rei Momo e da rainha do carnaval?
Não somos capazes de criar um festival de marchinha? Marchinhas que façam a crítica social de modo humorado.
Somos incapazes de fazer um desfile de blocos, cada um com sua música própria e original, também com capacidade de criticar nossos problemas? Fazendo de forma humorada e irreverente o combate a violência contra as mulheres, combatendo a homofobia ou a exploração de crianças e adolescentes?
Ficaremos para sempre presos ao paredão de som e ao "rala bunda no chão"?
Ou pior, ao invés de combater o estupro, seremos seus incentivadores pondo pra tocar de forma estridente "músicas" - se é que podemos chamar assim - que exaltam este tipo de comportamento?
Me recuso a acreditar que o povo de Paracuru, ou melhor, o povo brasileiro é incapaz de fazer um carnaval melhor.
Prefiro sonhar que somos mais inteligentes e mais capazes de "culturar" uma das marcas registradas de nosso país.
Sejamos mais.
Sejamos melhor.
Quem topa mudar esta história?

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

De quem foi a ideia?

Na última semana, na localidade da Volta,  um grande número de peixes de diversos tamanhos apareceram mortos na principal lagoa de lá.
O fenômeno aconteceu coincidentemente após a secretaria municipal de agricultura e pesca promover a soltura de alevinos naquela lagoa.
A população preocupada busca explicação para o fenômeno.
Já a prefeitura elaborou sua resposta.
Segundo matéria da TV Jangadeiro veiculada ontem, a prefeitura informa que se trata de um fenômeno natural que acontece todos os anos.
A comunidade não concorda e não recorda deste fenômeno anual.
Apreensiva segue a buscar explicações.
Então?
Vai se ficar com esta resposta mesmo?
Não tem uma explicação mais aprofundada não?
Quem foi que teve essa ideia que não convence e nem casa com a realidade?

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Há muita coisa que não se vê.

A calmaria por qual passa o mar da política de Paracuru nos últimos dias, após o tsunami que afastou o ex-gestor, esconde tramas e articulações dignas de Maquiavel e Sun Tzu.
É possível o retorno do ex-prefeito? Estão sempre a me perguntar. 
O que responder? Isso é uma incógnita. Depende de dois poderes. 
Primeiro da justiça. E como acreditar que a justiça será feita num país onde os representantes deste poder tem cada dia mais, sem nenhum tipo de pudor, atuado de forma política. Portanto, deste poder pode vir tudo. Inclusive a garantia do retorno do ex-prefeito.
Outro poder que pode - deve - intervir no caso é o legislativo. Inteirado do material que levou a justiça a afastar o ex-prefeito, de posse de documentos que se encontram na mão do Ministério Público, os edis tem o dever de apurar a responsabilidade do ex-gestor e decidir por seu impeachent ou não. 
É por este caminho que estão a se desenvolver muitas conversas e muito disse me disse. E só teremos a certeza do que acontecerá na câmara de Paracuru quando a mesma retornar do recesso.
Lembrando que até ser afastado o ex-prefeito tinha maioria naquela casa, graças a ação do presidente.
Vale também alertar que grupos políticos não diretamente ocupantes de cargos atualmente, mas com atuação discreta e incessante na gestão desde o início de 2017 e até hoje, segue se movimentando com muito interesse no desdobramento deste caso que não está encerrado. Afinal de contas o afastamento do ex-gestor foi determinado por 180 dias e não definitivamente. 
De minha parte estou apenas na expectativa do que acontecerá. 
E você, tem alguma aposta a fazer?

domingo, 14 de janeiro de 2018

Será sempre a vista de um ponto.

A avaliação de um governo será sempre a posição momentânea de uma balança. Nos pratos o que foi feito - de um lado - e o que falta ser feito - de outro.
Além de tudo, vai depender de onde se olha.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Aforismo

A ignorância ou desconhecimento não casam com a a competência. É impossível ser competente desconhecendo o objeto de seu ofício.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Boas novas.

Recebo como agradável surpresa a notícia que as atividades dos núcleos de educação para crianças com deficiência serão retomadas em 2018 no município de Paracuru.
Ainda não conheço detalhes de como isso irá ocorrer. Com quais profissionais e com quais recursos didáticos e materiais serão efetivados, mas já me deixa muito satisfeito em saber que as crianças com deficiência terão a oportunidade de estar nas escolas se desenvolvendo e interagindo com as outras crianças.
Que a política de inclusão seja retomada como transversal e possa atingir todas as secretarias do município.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Dias corridos.

Há dias guardo o intento de escrever neste blogue. No entanto o excesso de trabalho e estudos me impede de fazê-lo.
Buscarei compensar brevemente, havendo tempo livre e disposição para tanto.
Aproveitando esta postagem e o fato de que no dia 02 de janeiro último faz dois anos que entrou em vigor o Estatuto da Pessoa com Deficiência, quero lançar uma reflexão.
Quais os avanços obtivemos na garantia efetiva do direitos das pessoas com deficiência, passados estes dois anos?
Quais políticas públicas foram implantadas para garantir educação, saúde, habitação e mobilidade para estas pessoas?
Como o movimento social se empoderou do conhecimento e organizou a luta pela garantia dos direitos?
Em Paracuru, quais avanços ou retrocessos obtivemos neste campo?
Entre os anos de 2014 e 2016 a gestão municipal realizou campanhas para dar visibilidade ao tema, bem como articulou a efetivação do Conselho Municipal das Pessoa com Deficiência.
Como anda o conselho?
Quais as ações estão planejadas para 2018 para as pessoas com deficiência?
A postagem é um conjunto de interrogações mesmo, para provocar a reflexão de todos nós acerca do tema. Não tenho, aqui, a intenção de responder. Apenas questionar.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Nossa escrita.

Voltando com nossa escrita neste blogue.
Temos muito pra contar e refletir sobre Paracuru, Brasil e o mundo.
Neste 2018 que inicia teremos certamente muito debate, pois estamos diante de ano eleitoral que definirá se o golpe se aprofundará ou se as forças progressistas terão capacidade de reverter este retrocesso ao qual o Brasil foi submetido.
Por estas terras de Antônio Sales e padre João da Rocha 2018 se inicia com nova gestão diante da posse de novos secretários. Os desafios são imensos diante do desmantelo que a cidade viveu em 2017. Bem como diante do cenário nacional incerto.
Ou seja, assunto é o que não vai faltar pra gente debater por aqui.
E o faremos com toda responsabilidade, seriedade e transparência que sempre marcou nossas reflexões.
Viva 2018!