terça-feira, 29 de maio de 2018

Por que Paracuru não consegue avançar?

Olhe, tem muitos motivos e inúmeros fatores que contribuem para fazer com que Paracuru não avance mais rápido em seu desenvolvimento. Fatores interno e externos. E essa postagem não tem intenção de fazer o debate alongado sobre isso. 
Mas um fator eu considero que influi negativamente nesse processo de forma perene. É que a política de Paracuru continua miúda e se enreda nas mesquinharias personalistas e rasas. Raro são aqueles que debatem o desenvolvimento da cidade sobre questões de fato importantes como quais os caminhos para crescer a economia local. Do cidadão pouco instruído aos auto declarados grande sapientes desta cidade tudo gira em torno de questões pessoais e familiares embasadas nos pré-conceitos moralistas de bom e ruim. 
Isso se agrava quando se alia ao pensamento, também pequeno e estreito, das soluções apenas para os problemas do agora, sem mirar no futuro próximo e distante. Ou seja, ficamos discutindo o aqui e agora da cidade sem sequer dá uma olhada, mesmo que de canto de olho, para o futuro que nos interessa.
Penso ser nosso dever elevar o debate para instâncias maiores, para os problemas mais complexos e sobre como queremos ver esta cidade daqui a 20 ou 30 anos, sob a pena de não o fazendo estarmos fadados ao atraso eterno.

Compreender a humanidade.

Volto para indicar aos resistentes leitores deste sítio virtual a leitura destas duas obras do professor isarelense Yuval Noah Harari: Sapiens - uma breve história da humanidade e Homo Deus - uma breve história do amanhã.
O primeiro livro narra o desenvolvimento do homem (Sapiens) da pré-história - quando era um animal como outro qualquer - até os dias atuais - quando se tornou o animal mais poderoso, capaz inclusive de criar outros seres vivos. Neste ínterim, ele narra as principais revoluções que contribuíram para esta supremacia humana, como a revolução cognitiva, a revolução agrícola e a revolução científica.


No segundo livro o professor Harari, apoiado nos principais avanços das diversas ciências neste início de século XXI, faz algumas projeções sobre o futuro da humanidade, sempre alertando que não são profecias, mas possibilidades que já mostram indícios muito fortes nos dias atuais sobre sua realização.


Para quem tem interesse filosófico sobre as velhas perguntas de onde viemos, onde estamos e para onde vamos a leitura destes dois livros é um excelente exercício de reflexão.